
(estrofe 1) Antes que a espada encontrasse o chão, Israel consultou quem julgava ser Senhor; E ouviu uma resposta autorizando a ação, Como se a guerra pudesse nascer do Amor. (estrofe 2) Judá recebeu a ordem de avançar, E Simeão foi chamado para combater; A promessa parecia tudo justificar, E a conquista, um direito a exercer. (estrofe 3) Deus foi apresentado como comandante, Dando aos guerreiros a direção; O território tornou-se o alvo dominante, E a violência ganhou consagração. (estrofe 4) Milhares de homens entraram na batalha, E a vitória foi atribuída ao Criador; Mas uma pergunta atravessa essa muralha: Pode a espada representar o Amor? (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová em Juízes, Não és o Deus que autoriza a conquista e a opressão; Em Jesus revelaste o Amor que não exige Terras tomadas, sangue ou destruição. (estrofe 5) Não és proprietário de terras disputadas, Nem precisas de fronteiras para reinar; As vidas humanas não são coisas conquistadas, Nem povos são obstáculos a eliminar. (estrofe 6) Teu Reino não depende de território, Não cresce pela força de uma ocupação; Não precisa de exército ou de poder ilusório, Sua grandeza floresce na reconciliação. (estrofe 7) Se a terra é dádiva para a humanidade, Não pode ser troféu de uma religião; Não há santidade na desumanidade, Nem bênção divina na espoliação. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová em Juízes, Não és o Deus que autoriza a conquista e a opressão; Em Jesus revelaste o Amor que não exige Terras tomadas, sangue ou destruição. (estrofe 8) O estrangeiro também merece acolhida, O diferente não nasceu para ser vencido; Nenhuma fronteira vale mais que uma vida, Nenhum povo merece ser destruído. (estrofe 9) Jesus não construiu seu Reino com soldados, Nem fez da força a medida da verdade; Chamou de filhos os que promovem a paz, E fez do amor a maior autoridade. (estrofe 10) Hoje olho para o texto e me entristeço, Por ter chamado de Teu o que não é Teu; À luz de Jesus, finalmente reconheço: O Deus que conquista não é o Deus que conheceu. (ponte) Defendi como eterno o que era interpretação, Confundi antigas guerras com divina decisão; Não percebi que a história também carrega Os medos de quem escreve e a cultura que os entrega. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová em Juízes, Não és o Deus que autoriza a conquista e a opressão; Em Jesus revelaste o Amor que não exige Terras tomadas, sangue ou destruição. (refrão final) Agora descanso em Jesus, meu Salvador, O Deus revelado em perfeito e eterno Amor; Jamais serias diferente, em qualquer situação, Pois teu nome verdadeiro é Amor e compaixão.

