
(estrofe 1) Na voz da Escritura, o descanso é aliança, Um sopro de Deus que acalma e nos alcança. Entre Êxodo e Cristo, um mesmo canto se revela, Um sábado no peito, onde a paz se desvela. (estrofe 2) Lembrar do dia santo é lembrar de respirar, Pois quem vive sem pausa cansa antes de lutar. Não é regra pesada, é cuidado que restaura, Um colo de Deus que o coração demora. (estrofe 3) Jesus chama os cansados: “Vinde a Mim e achareis,” Um descanso tão leve que ninguém perde a vez. Seu jugo é suave, Sua ternura é estrada, E a alma finalmente encontra a pousada. (refrão) Descansar é oração que nasce do amor, É ouvir a voz do Pai chamando sem rigor. Não é peso, nem culpa, nem dever opressor, É o abraço eterno do Divino Consolador. (estrofe 4) O sábado é música que rompe o labutar, Um jardim interior para a alma repousar. A pressa não governa quem aprende a desistir Da tirania do tempo que insiste em consumir. (estrofe 5) Cristo devolve ao sábado a beleza original, Não como lei que fere, mas cuidado paternal. Seu descanso é vida, não contagem de hora, É o Deus que acolhe e não expulsa quem chora. (refrão) Descansar é oração que nasce do amor, É ouvir a voz do Pai chamando sem rigor. Não é peso, nem culpa, nem dever opressor, É o abraço eterno do Divino Consolador. (estrofe 6) Quem aprende a entregar encontra liberdade, Pois Deus não exige, Ele entende a fragilidade. O descanso é presença que restaura o viver, É o sopro que renova o que pensou perecer. (estrofe 7) Cantando a Bíblia, a alma entende devagar Que a paz não se exige, só se pode ofertar. E Cristo, mansidão que ninguém pode medir, Ensina que o descanso é uma forma de existir. (refrão) Descansar é oração que nasce do amor, É ouvir a voz do Pai chamando sem rigor. Não é peso, nem culpa, nem dever opressor, É o abraço eterno do Divino Consolador.

