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A DISTRIBUIÇÃO DA TERRA COMO RESULTADO DA CONQUISTA

V6-MINI

(estrofe 1) Depois das guerras, veio a divisão, Cada tribo recebeu seu quinhão; O mapa tornou-se sinal da promessa, E a posse da terra, divina certeza. (estrofe 2) Montanhas, vales, campos e fronteiras, Foram repartidos entre as fileiras; O território ganhou nome e memória, E a geografia passou a narrar uma história. (estrofe 3) Mas quem perdeu também tinha seu chão, Sua casa, seus mortos, sua tradição; Se um povo recebe porque outro saiu, Que Deus é esse que assim repartiu? (estrofe 4) A terra passou a provar eleição, Como se o mapa confirmasse a bênção; Quem nela estava parecia rejeitado, E quem a recebeu, por Deus confirmado. (refrão) PERDÃO, SENHOR, NÃO ÉS O JEOVÁ ENTENDIDO NO ANTIGO TESTAMENTO, Que faz da posse territorial prova do Teu pensamento; EM JESUS, TEU REINO NÃO SE MEDE POR FRONTEIRA OU POSSE, É AMOR UNIVERSAL, PARA QUE NENHUM POVO SE APROPRIE DE TI. (estrofe 5) Jesus não repartiu província ou nação, Nem deu aos discípulos qualquer possessão; Seu Reino atravessa fronteiras e muros, E alcança estrangeiros, distantes e impuros. (estrofe 6) O samaritano tornou-se irmão, O estrangeiro encontrou acolhimento e pão; A mesa de Deus ampliou seu lugar, Sem exigir que outro tivesse de abandonar. (estrofe 7) Assim, a promessa mudou de dimensão, Não cabe somente num pedaço de chão; A bênção não precisa expulsar ninguém, Pois chega ao outro e o faz nosso também. (refrão) PERDÃO, SENHOR, NÃO ÉS O JEOVÁ ENTENDIDO NO ANTIGO TESTAMENTO, Que transforma fronteiras em selo do Teu assentimento; EM JESUS, A HERANÇA SE ABRE PARA TODA A HUMANIDADE, E O REINO NÃO PRECISA DE TERRITÓRIO PARA SER VERDADE. (estrofe 8) Quando um mapa recebe valor sagrado, O limite humano parece consagrado; Mas Deus não cabe em divisa ou papel, Nem fica restrito ao contorno de Israel. (estrofe 9) A promessa pode guardar esperança, Sem transformar exclusão em ordenança; Em Jesus, a família de Deus se estendeu, E aquele que estava distante também pertenceu. (estrofe 10) Por isso hoje consigo compreender: Nem toda leitura antiga preciso defender; Se a posse dependeu da expulsão de alguém, Em Jesus vejo outro caminho para o bem. (ponte) Quanto falhei por fazer do território uma confirmação da Tua vontade, E por imaginar que um mapa pudesse medir a Tua eternidade; Defendi que o Deus de Moisés era o mesmo que Jesus veio revelar, Sem perceber que o Pai de Jesus não precisa de fronteiras para amar. (refrão) PERDÃO, SENHOR, NÃO ÉS O JEOVÁ ENTENDIDO NO ANTIGO TESTAMENTO, Que faria da terra conquistada a medida do Teu consentimento; EM JESUS, NENHUM POVO É DONO EXCLUSIVO DA TUA PRESENÇA, E TEU REINO É AMOR QUE ULTRAPASSA TODA FRONTEIRA E DIFERENÇA. (refrão final) AGORA EU DESCANSO EM JESUS, O DEUS DE PERFEITO AMOR, Nele encontro o Pai que acolhe sem expulsar, condenar ou impor; Jamais, por motivo algum, serias diferente deste amor conosco, Pois em Jesus Teu rosto se revela inteiro, sem outro Deus ou rosto.