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MALDIÇÕES POR DESOBEDIÊNCIA

(Estrofe 1) Nos pergaminhos da antiga aliança, ergueu-se um Deus de dura lembrança, que prometia colheitas de dor se o povo negasse sua lei e vigor. (Estrofe 2) Levítico vinte e seis ecoa trovão, como sentença sobre a nação: fome, espada, peste e aflição como resposta da divina mão. (Estrofe 3) Era o retrato de um pacto severo, onde o erro gerava castigo austero, como pai que corrige com vara pesada uma casa em disciplina forçada. (Estrofe 4) Assim cresceu no imaginário antigo um Deus vigilante, pronto ao castigo, um trono cercado de medo e rigor onde a graça parecia menor. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do terror, que governa o mundo com ira e furor, Teu sol nasce para toda a criação, Teu amor não distribui maldição. (Estrofe 5) Mas surge Jesus nas colinas da vida, trazendo uma luz jamais percebida, falando de um Pai que dá pão e calor mesmo a quem não conhece o amor. (Estrofe 6) Ele diz que o sol nasce sobre bons e maus, e a chuva visita campos iguais, quebrando a lógica do castigo divino como resposta direta ao destino. (Estrofe 7) O Reino que Cristo começa a ensinar não nasce do medo de errar, mas da confiança no Deus criador que insiste em salvar pelo amor. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do terror, que governa o mundo com ira e furor, Teu sol nasce para toda a criação, Teu amor não distribui maldição. (Estrofe 8) Então percebo nos textos antigos ecos humanos de tempos antigos, povos tentando explicar o sofrer atribuindo a Ti o ferir e o temer. (Estrofe 9) Guerras, secas, tragédias da história foram escritas na frágil memória como se o céu decretasse a dor em resposta direta ao pecador. (Estrofe 10) Mas Cristo revela outra verdade sobre Deus e Sua eternidade: um Pai que busca reconciliação antes de qualquer condenação. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter proclamado um Deus que pune com braço armado, quando a cruz mostrou, silenciosamente, que Teu poder se revela salvando a gente. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do terror, que governa o mundo com ira e furor, Teu sol nasce para toda a criação, Teu amor não distribui maldição. (Refrão Final) Agora descanso em Ti, Deus-Amor, fonte eterna de vida e calor, sei que jamais mudarás Teu coração, pois amor é Tua eterna razão.