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A CENTRALIZAÇÃO EXCLUSIVA DO PODER SACERDOTAL

V4.5-ALL

(estrofe 1) Ergueram vestes como tronos de autoridade, E fizeram do sagrado uma exclusividade, Como se o acesso ao Teu eterno coração, Dependesse de linhagem e consagração. (estrofe 2) Entre tendas e nomes de herança sacerdotal, Nasceu um sistema de peso institucional, Onde poucos falavam em nome do Senhor, E muitos viviam distantes do Teu amor. (estrofe 3) O altar tornou-se centro de mediação, Separando o povo da livre comunhão, E eu, sem perceber o peso dessa construção, Acreditei que vinha de Tua direção. (estrofe 4) Mas dentro de mim havia um sinal de ruptura, Se o Amor é vivo, por que tanta estrutura? Se Tu és Pai, por que tanta interdição, Entre o humano simples e a Tua expressão? (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da exclusão, Que concentra o sagrado numa só mão, Em Jesus Cristo vejo o fim da mediação, Teu Reino é direto, é vida, é comunhão. (estrofe 5) Vi então o Mestre rasgando o véu do templo, Transformando o distante em novo exemplo, E o que era privilégio virou revelação, De acesso aberto a toda criação. (estrofe 6) Não mais sacerdotes como barreira entre nós, Mas um Deus que escuta até o mais fraco da voz, E o que era estrutura de poder e direção, Se desfaz na simplicidade da compaixão. (estrofe 7) Ali compreendi que o sagrado se expandiu, E o que era fechado agora se abriu, Pois o Filho revelou sem nenhuma restrição, Que o Pai habita em toda geração. (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da exclusão, Que concentra o sagrado numa só mão, Em Jesus Cristo vejo o fim da mediação, Teu Reino é direto, é vida, é comunhão. (estrofe 8) Quantas vozes ainda falam em controle espiritual, Repetindo estruturas de um passado ritual, Como se o acesso a Ti fosse reservado, A poucos escolhidos por sistema guardado. (estrofe 9) Mas Tua presença não cabe em instituição, Nem se limita a uma só representação, Pois Tu és maior que qualquer construção humana, E Tua voz atravessa toda alma que clama. (estrofe 10) Hoje entendo que o poder não é Teu modo de agir, Mas o amor que insiste em sempre fluir, E toda hierarquia que tenta Te conter, Em Cristo se dissolve para o amor prevalecer. (ponte) Falhei quando confundi ordem com revelação, Quando aceitei hierarquia como expressão, Quando não vi que o sagrado não tem prisão, E pertence ao toque de toda criação. (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da exclusão, Que concentra o sagrado numa só mão, Em Jesus Cristo vejo o fim da mediação, Teu Reino é direto, é vida, é comunhão. (refrão final) Hoje me aceito inteiro, sem medo de falhar, Aprendendo com a vida o jeito de amar, Mesmo quando a dor quiser me visitar, Escolho ser leve, escolho caminhar. (refrão final) Descanso em Ti, Jesus, presença sem véu, Teu amor não se prende, não habita no céu distante cruel, Jamais serias poder concentrado em alguém, És Deus que se doa e acolhe também.