
(Estrofe 1) Nos códigos antigos do culto ordenado, um grupo específico era consagrado, vestes sagradas, distinção ritual, separavam o povo do espaço central. (Estrofe 2) Filhos de Arão guardavam o altar, somente eles podiam tocar, como se o céu tivesse escolhido poucos caminhos para ser ouvido. (Estrofe 3) A escada sagrada subia em degraus, uns perto do templo, outros nos paus, como se Deus, em seu olhar, preferisse poucos para o representar. (Estrofe 4) Assim nasceu a forma do poder religioso, solene, distante, quase majestoso, e o povo, diante da instituição, via o divino na separação. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da casta elevada, que separa a fé por posição consagrada, em Jesus revelas outra visão: quem serve com amor conhece teu coração. (Estrofe 5) Mas Cristo, na noite de revelação, ergue a bacia em silenciosa ação, e aquele que ensina a multidão ajoelha-se em humilde missão. (Estrofe 6) Água e toalha nas mãos do Mestre, gesto simples, porém celeste, lavando os pés em quieta lição de amor que vence a posição. (Estrofe 7) Pedro hesita diante da cena, pois o Senhor rompe a velha arena, mostrando que a maior autoridade vive no gesto da humildade. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da casta elevada, que separa a fé por posição consagrada, em Jesus revelas outra visão: quem serve com amor conhece teu coração. (Estrofe 8) Quantas vezes repeti a tradição que erguia muros na religião, como se Deus preferisse morar no alto distante de um altar. (Estrofe 9) Mas Cristo ensina com simplicidade que a grandeza nasce da humildade, e quem deseja verdadeiramente liderar aprende primeiro a se inclinar. (Estrofe 10) Assim a fé encontra nova estrada não na hierarquia elevada, mas no serviço que faz florescer o amor que Deus quer viver. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter sustentado um Deus distante e hierarquizado, quando teu Filho veio demonstrar que tua glória está em servir e amar. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da casta elevada, que separa a fé por posição consagrada, em Jesus revelas outra visão: quem serve com amor conhece teu coração. (Refrão Final) Agora descanso em Jesus, Deus-Amor, que se revela no servo e no lavrador, sei que jamais erguerás divisão, pois teu reino floresce na comunhão.
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