
(estrofe 1) Na beira do campo, a brisa desenha um véu, E a lua tímida nasce, rompendo o azul do céu, A natureza suspira em notas leves de estrada, Enquanto a noite, em silêncio, abraça a terra prateada. (estrofe 2) O vento penteia as folhas com dedos de canção, E a lua crescente cresce igual coragem no coração, Mostrando que todo começo renova a velha lida, E que o brilho se ajeita, mesmo em sombra escondida. (estrofe 3) A lua cheia dança inteira sobre o lago imóvel, Reflete numa lente de prata seu brilho nobre e jovem, Ensina que completude é só fase que repousa, Pois até o ápice da vida murcha e se reposa. (refrão) Lua que passa em fases, mas nunca perde o ser, Mostra que mudar é parte do eterno florescer, Toda forma de viver tem sombra e iluminação, E a natureza explica o que falta ao coração. (estrofe 4) Agora mingua a lua, fina lâmina de arrebol, Parecendo despedida, mas guardando novo sol, Sussurra que diminuir não é perder essência, É só convite ao recomeço em plena consciência. (estrofe 5) Curtindo o campo calmo, entendo sua lição sutil, Que o ciclo da lua rabisca no horizonte anil, Mudança não é ruptura, é profunda continuidade, É ponte entre o que fomos e a próxima verdade. (refrão) Lua que passa em fases, mas nunca perde o ser, Mostra que mudar é parte do eterno florescer, Toda forma de viver tem sombra e iluminação, E a natureza explica o que falta ao coração. (estrofe 6) Quando a lua some inteira, mas não deixa de existir, A noite carrega um segredo difícil de definir, Nem tudo que se oculta abandona sua estrada, Pois a essência permanece em quietude guardada. (estrofe 7) E assim, curtindo a natureza, escuto a velha canção, Que a lua dita ao mundo com seu pulso de estação, Mudamos, mas continuamos — num ritmo sereno e profundo, Pois quem aprende com a lua não se perde no mundo. (refrão) Lua que passa em fases, mas nunca perde o ser, Mostra que mudar é parte do eterno florescer, Toda forma de viver tem sombra e iluminação, E a natureza explica o que falta ao coração.

