
(Estrofe 1) No Éden, Deus plantou o chão em harmonia, E ao homem confiou sua doce sinfonia: “Cultiva e guarda a terra, com coração fiel, Pois toda flor respira o sopro do Meu véu.” (Estrofe 2) Mas o tempo passou, e o homem se esqueceu, Transformou o jardim no lucro que nasceu. O rio chora lama, a ave perde o lar, E o vento traz cinzas de quem devia amar. (Estrofe 3) Os montes gritam dor, as águas têm ferida, A floresta clama o preço da vida. E até a fé, que devia consolar, Justificou o saque, sem se envergonhar. (Refrão) A criação geme, pedindo redenção, Esperando o amor em nova canção. Pois quem serve a Deus, serve à terra também, Cuidar da vida é o culto que faz bem. (Estrofe 4) Romanos ensina, com voz compassiva, Que a criação aguarda a alma cativa, Dos filhos de Deus, em luz libertadora, Que cuidam da terra com graça restauradora. (Estrofe 5) Mas muitos erguem templos sobre o chão ferido, Pregando o Céu e esquecendo o sentido. Pois o mesmo Deus que o espírito inspira, É quem pede justiça à seiva que respira. (Refrão) A criação geme, pedindo redenção, Esperando o amor em nova canção. Pois quem serve a Deus, serve à terra também, Cuidar da vida é o culto que faz bem. (Estrofe 6) Não há fé sincera sem terra e sem pão, Sem árvore viva e sem compaixão. O solo sagrado é altar e raiz, É templo de Deus, onde o pobre é feliz. (Estrofe 7) Cantar a Bíblia é plantar o cuidado, É ouvir no vento o verbo sagrado. Pois o amor ao Criador não é abstração, É regar o jardim com o coração. (Refrão) A criação geme, pedindo redenção, Esperando o amor em nova canção. Pois quem serve a Deus, serve à terra também, Cuidar da vida é o culto que faz bem.

