Song Cover Image

MORTE PARA FILHOS DESOBEDIENTES

(Estrofe 1) Havia lei que erguia a mão contra o filho, que via rebeldia como trilho rumando ao apedrejamento na praça, como se disciplina fosse desgraça. (Estrofe 2) O jovem teimoso tornava-se réu, denunciado diante do próprio céu, e a aldeia inteira, em nome da ordem, lançava pedras para manter a margem. (Estrofe 3) Chamaram de zelo o peso do rochedo, disseram que o medo sustentava o enredo, que a família só ficava preservada se a desobediência fosse eliminada. (Estrofe 4) Mas Cristo narrou um pai na varanda, que não prepara tribunal nem demanda, apenas espera o filho cansado, para abraçá-lo, sujo e rasgado. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová das pedras, não educas com ruas cheias de cédulas de condenação e sangue juvenil, és Pai paciente, amor sutil. (Estrofe 5) Teu Filho acolhe crianças no colo, não mede valor pelo protocolo, ensina que o Reino pertence aos pequenos, não aos que dominam com veredictos terrenos. (Estrofe 6) Quando Tiago e João pedem fogo do céu, Ele repreende o impulso cruel, mostrando que Tua justiça não explode, mas corrige com palavra que acode. (Estrofe 7) Se a rebeldia pedisse execução, nenhum de nós teria salvação, pois todos erramos na juventude, carecendo de abraço, não de rude atitude. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová das pedras, não educas com ruas cheias de cédulas de condenação e sangue juvenil, és Pai paciente, amor sutil. (Estrofe 8) O Código antigo protegia a tribo, temendo o caos, erguia o castigo, mas em Cristo surge nova visão: disciplina é restauração. (Estrofe 9) Tu não és Deus que rompe laços, nem que desfaz familiares abraços, és Pai que sustenta o filho caído, até que aprenda o caminho perdido. (Estrofe 10) Hoje vejo que a praça da punição não revela Teu coração, pois Tua essência não é condenar, mas insistir em recomeçar. (Ponte) Falhei ao chamar severidade de santidade, confundi rigidez com autoridade, preguei que a dor educava melhor, e ignorei o poder do amor maior. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová das pedras, não educas com ruas cheias de cédulas de condenação e sangue juvenil, és Pai paciente, amor sutil. (Refrão Final) Agora descanso em Ti, Jesus-Amor, Teu ensino floresce em favor, jamais serias tirano a punir, pois Tua essência é sempre redimir.