
(estrofe 1) Sou teu no silêncio e no grito, no sol e na tempestade, Te amo em cada instante, sem cálculo, sem vontade. Não há “se” nem “mas” no amor que em mim arde, Sou teu, como a chama é do fogo, sem grades. (estrofe 2) Te amo no avesso do tempo, na pausa da razão, Sem preço, sem medo, sem pedir explicação. És o verso que floresce no chão da emoção, Sou teu, porque em ti repousa meu coração. (estrofe 3) Não te quero por promessa, nem por reciprocidade, Mas por ser tua essência minha maior verdade. És o ar que respiro em cada eternidade, Sou teu sem fronteiras, na pura liberdade. (refrão) Sou teu, sem condições, sem medida, sem fim, Te amo por ser quem és, e não pelo que há em mim. Teu olhar é meu abrigo, tua alma é meu jardim, E amar-te é ser livre, é voltar sempre ao sim. (estrofe 4) Não te amar seria negar o próprio respirar, Pois tua presença é luz que insiste em me guiar. És o verso divino que o tempo quer guardar, E no teu nome encontro o sentido de amar. (estrofe 5) Teu toque é oração, tua voz é comunhão, Teu abraço me traduz em pura devoção. És o altar onde descanso a emoção, E teu amor é a graça da minha rendição. (refrão) Sou teu, sem condições, sem medida, sem fim, Te amo por ser quem és, e não pelo que há em mim. Teu olhar é meu abrigo, tua alma é meu jardim, E amar-te é ser livre, é voltar sempre ao sim. (estrofe 6) Se o mundo desabar, ficarei no teu lado, Pois amor verdadeiro é verbo encarnado. Não vive de promessas nem do tempo contado, Mas do pulsar eterno de um “eu te amo” firmado. (estrofe 7) E quando o céu se calar, restará o que sinto, O amor sem condição, puro, real e distinto. Sou teu em corpo e alma, num pacto extinto, Onde amar-te é viver o infinito instinto. (refrão) Sou teu, sem condições, sem medida, sem fim, Te amo por ser quem és, e não pelo que há em mim. Teu olhar é meu abrigo, tua alma é meu jardim, E amar-te é ser livre, é voltar sempre ao sim.

