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SUPRESSÃO CULTURAL DE POVOS INDÍGENAS

(ESTROFE 1) Contando o cristianismo pelas trilhas da história, Vozes antigas ecoam sob pó e memória, Povos da terra, raiz e canção, Foram calados em nome de uma falsa missão. (ESTROFE 2) Escolas erguidas como muros do saber, Onde aprender era antes esquecer, Línguas proibidas, nomes trocados, Costumes sagrados foram silenciados. (ESTROFE 3) A fé que nasceu para libertar, Vestiu-se de norma para dominar, Confundiu o amor com uniformidade, E feriu culturas na sua pluralidade. (REFRÃO) Não era cruz, era imposição, Não era evangelho, era negação, Deus não apaga cor, voz ou chão, Amor não destrói identidade nem nação. (ESTROFE 4) Rituais antigos chamados de pecado, Saberes da floresta desautorizados, O sagrado da terra foi desconsiderado, Como se Deus falasse só num lado. (ESTROFE 5) Mas a memória resiste como semente, Que brota mesmo em solo dormente, Os povos seguem cantando a verdade, Que Deus habita toda diversidade. (REFRÃO) Não era cruz, era imposição, Não era evangelho, era negação, Deus não apaga cor, voz ou chão, Amor não destrói identidade nem nação. (ESTROFE 6) Hoje a história pede reparação, Escuta, respeito e reconciliação, Que a fé reaprenda a caminhar, Sem arrancar raízes para anunciar. (ESTROFE 7) Contar o cristianismo é também confessar, Onde o amor deixou de amar, Que o Cristo vivo venha restaurar, O direito de cada povo existir e cantar. (REFRÃO) Não era cruz, era imposição, Não era evangelho, era negação, Deus não apaga cor, voz ou chão, Amor não destrói identidade nem nação.