
(estrofe 1) Viver sem futuro é andar sem estrada, É barco à deriva num mar sem farol, É noite que insiste, fechada e calada, Sem traço de aurora rasgando o arrebol. (estrofe 2) Quando a esperança se apaga por dentro, O passo se arrasta, pesado e sem som, O sonho se torna um retrato sem centro, E o riso, um eco distante e sem tom. (estrofe 3) Não ter fé no amanhã é negar a semente, Que dorme escondida no ventre do chão, É duvidar da chuva que vem de repente, E interrompe a seca do coração. (estrofe 4) Sem horizonte a alma se encolhe, Desiste da luta antes da ação, A vida perde a cor que escolhe, E o peito se fecha em resignação. (refrão) Mas fomos chamados à luz que avança, A crer que o sol rompe a escuridão, Quem guarda no peito viva esperança, Transforma o deserto em plantação. (estrofe 5) A descrença é âncora presa ao passado, Que impede o navio de se lançar, É ponte quebrada sobre o inesperado, Que ensina os pés a não mais tentar. (estrofe 6) Sem fé no futuro, o talento adormece, A força se curva ao medo feroz, O dom que floresce jamais aparece, Se a dúvida fala mais alto que a voz. (estrofe 7) É lâmpada fria que nunca se acende, Mesmo cercada de óleo e pavio, É campo fértil que não se estende, Por medo do tempo, do vento e do frio. (refrão) Mas fomos chamados à luz que avança, A crer que o sol rompe a escuridão, Quem guarda no peito viva esperança, Transforma o deserto em plantação. (estrofe 8) A fé no porvir é bússola firme, Que guia o passo mesmo sem ver, É força invisível que sustenta e redime, E ensina o cansado a permanecer. (estrofe 9) Quem crê no amanhã semeia coragem, Reescreve a dor com nova visão, Faz da queda impulso e da passagem, Um rito de cura e reconstrução. (estrofe 10) Ter fé no futuro é ser luz no presente, É viver o agora com decisão, É erguer-se inteiro, consciente e ardente, Sabendo que Deus ainda escreve a missão. (refrão) Mas fomos chamados à luz que avança, A crer que o sol rompe a escuridão, Quem guarda no peito viva esperança, Transforma o deserto em plantação.

