
(Estrofe 1) Disseram-me: o erro pede sangue vertido, que a falha reclama um corpo abatido, que o altar é a balança do céu ofendido, onde o inocente paga pelo transgredido. (Estrofe 2) Aprendi que o pecado tem preço de morte, que a culpa só cede diante do corte, que Deus exige o grito do animal vencido para aceitar o humano arrependido. (Estrofe 3) Vi sacerdotes lavando mãos em vermelho, como se o sangue fosse divino conselho, e cri que a justiça do Alto Senhor dependia da vítima e da dor. (Estrofe 4) Mas ecoa a parábola na estrada empoeirada: o filho retorna sem oferta preparada, e o Pai não pede cordeiro no curral, apenas abraça o filho imoral. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová severo, que cobra morte para dizer “eu tolero”, Teu perdão não nasce de sacrifício exigido, mas de amor que já estava decidido. (Estrofe 5) Se precisasses de troca para perdoar, Teu amor seria contrato a assinar, mas Jesus cancela a dívida no olhar, sem sangue prévio a derramar. (Estrofe 6) Ele absolve o paralítico sem novilho, ergue o caído como a um filho, prova que a graça não depende do altar, mas do querer divino de restaurar. (Estrofe 7) Na mesa com pecadores e publicanos, Ele rasga os antigos planos, mostrando que o Reino não se compra em dor, mas floresce no gesto do amor. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová severo, que cobra morte para dizer “eu tolero”, Teu perdão não nasce de sacrifício exigido, mas de amor que já estava decidido. (Estrofe 8) O altar era sombra de uma era tribal, linguagem antiga, pacto ritual, mas em Cristo brilhou nova claridade, onde perdão é pura gratuidade. (Estrofe 9) Não és contador de vidas sacrificadas, nem juiz de culpas contabilizadas, és Pai cuja justiça é reconciliar, não ferir para depois consolar. (Estrofe 10) Hoje vejo que o cordeiro imolado era reflexo do medo projetado, mas Teu coração jamais precisou da morte para amar quem falhou. (Ponte) Falhei quando preguei que exigias preço, transformei graça em comércio espesso, confundi pedagogia com essência divina, e fiz da Tua ternura uma doutrina assassina. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová severo, que cobra morte para dizer “eu tolero”, Teu perdão não nasce de sacrifício exigido, mas de amor que já estava decidido. (Refrão Final) Agora descanso em Ti, Jesus-Amor, Teu perdão é fonte, não clamor, jamais serias contrário ao Teu próprio ser, pois amar é Tua forma de viver.

