
(estrofe 1) Na rua escura o passo hesita, O coração sente o perigo crescer, Mas surge a luz que calma e visita Os olhos cansados de não entender. (estrofe 2) Onde há penumbra, o medo se instala, Criando fantasmas no chão do pensar, Mas basta um clarão que suave se fala Para a mente inquieta poder descansar. (estrofe 3) A luz não grita, não fere, não invade, Mas abre caminhos no espaço interior, E aquilo que antes parecia cidade De sombras confusas perde o terror. (estrofe 4) No quarto escuro de antigas lembranças, Um brilho pequeno começa a surgir, E as velhas angústias perdem as chances Quando a claridade começa a agir. (refrão) Ser luz do mundo é vencer o temor, É dissipar sombras com simples presença, É transformar medo em gesto de amor E restaurar no outro a confiança. (estrofe 5) Como farol que vigia o oceano, A luz guia o barco em meio ao mar, E o navegante, mesmo em oceano insano, Já não precisa tanto temer naufragar. (estrofe 6) Na casa vazia onde ecoa o silêncio, Um facho de luz devolve o calor, E o que era vazio, temor e suspense Se torna abrigo, memória e valor. (estrofe 7) O medo se curva diante do brilho, Que não impõe força, apenas clareia, E o que antes parecia um caminho sombrio Se torna passagem segura e alheia. (refrão) Ser luz do mundo é vencer o temor, É dissipar sombras com simples presença, É transformar medo em gesto de amor E restaurar no outro a confiança. (estrofe 8) Na mente ansiosa que perde o compasso, A luz interior pode reorganizar, E o caos de pensamentos sem passo Aprende de novo a se orientar. (estrofe 9) Há medos antigos guardados no peito, Que crescem na ausência de qualquer clarão, Mas quando a verdade ilumina o sujeito, O medo se desfaz na compreensão. (estrofe 10) Assim como o dia dissolve a noite, E o sol desfaz toda falsa ameaça, A luz na existência, sem dor nem açoite, Transforma o temor em calma que abraça. (refrão) Ser luz do mundo é vencer o temor, É dissipar sombras com simples presença, É transformar medo em gesto de amor E restaurar no outro a confiança.

