(estrofe 1) Cantando a Bíblia, a voz da origem, eco antigo que insiste em cuidar, Deus se diz compassivo, paciente, lento em irar-se, pronto a amar. (estrofe 2) Antes do medo vestir-se de lei, antes da culpa virar religião, o amor já fluía como caminho, feito aliança no coração. (estrofe 3) Mas mãos humanas torceram a canção, fizeram do amor instrumento de dor, ergueram muros em nome do céu, silenciaram o rosto do Amor. (refrão) Deus é amor, não ameaça nem prisão, não grita ódio, não cultiva temor, onde há cuidado, justiça e perdão, ali respira o nome do Senhor. (estrofe 4) Cantando a Bíblia, releio o sentido, não nas pedras frias da opressão, mas no gesto simples, desarmado, que acolhe o outro como irmão. (estrofe 5) Quem ama nasceu do próprio Deus, quem odeia se perde da fonte, não há como dizer “eu creio” negando o amor no horizonte. (refrão) Deus é amor, não ameaça nem prisão, não grita ódio, não cultiva temor, onde há cuidado, justiça e perdão, ali respira o nome do Senhor. (estrofe 6) Violência nenhuma traduz o divino, nenhuma fé floresce no pavor, o nome de Deus só é verdadeiro quando pronunciado em amor. (estrofe 7) Cantando a Bíblia, escolho lembrar o Deus que liberta e faz viver, amor que insiste em nos ensinar que só quem ama consegue ver. (refrão) Deus é amor, não ameaça nem prisão, não grita ódio, não cultiva temor, onde há cuidado, justiça e perdão, ali respira o nome do Senhor.