(estrofe 1) O inverno chegou sobre minha travessia, envolvendo o mundo em fria melancolia, mas dentro do peito uma brasa escondida, insistia em manter a esperança viva. (estrofe 2) Os ventos cortavam como lâminas no ar, tentando meu ânimo fragmentar, mas aprendi que até a mais dura estação, forja em silêncio nova direção. (estrofe 3) As águas escureciam sob céu sem cor, como se o tempo perdesse seu vigor, e ainda assim segui sem retroceder, porque crescer também é sofrer. (estrofe 4) As árvores nuas suportavam o rigor, sem perder a promessa de flor, e vi nelas uma lição natural, de resistência diante do temporal. (refrão) Sob o frio do inverno sigo a caminhar, aprendendo a dor sem deixar de sonhar, o tempo difícil não vai me deter, pois ainda há vida em meu viver. (estrofe 5) O gelo desenhava mapas no chão, como se testasse minha compreensão, mas cada marca deixada no caminho, me ensinava a não seguir sozinho. (estrofe 6) As noites longas pareciam não passar, como se o destino quisesse me parar, porém descobri na quietude do ser, forças que não podiam desaparecer. (estrofe 7) O vento sussurrava antigas lições, misturando memórias e decisões, e compreendi na dureza do frio, que também se aprende no vazio. (refrão) Sob o frio do inverno sigo a caminhar, aprendendo a dor sem deixar de sonhar, o tempo difícil não vai me deter, pois ainda há vida em meu viver. (estrofe 8) Vi pequenos sinais de vida brotar, mesmo quando tudo parecia cessar, como promessa que insiste em nascer, no meio do que parece morrer. (estrofe 9) O silêncio do mundo me fez refletir, sobre tudo o que ainda podia construir, e percebi que até a solidão, também ensina transformação. (estrofe 10) Agora caminho sob o céu congelado, mas com coração mais preparado, pois quem enfrenta o inverno sem recuar, aprende a força de continuar. (ponte) Lamento os dias em que quis desistir, quando deixei o medo me conduzir, quando não vi valor na dor da estação, e enfraqueci minha própria razão. (refrão) Sob o frio do inverno sigo a caminhar, aprendendo a dor sem deixar de sonhar, o tempo difícil não vai me deter, pois ainda há vida em meu viver. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho sorrir, mesmo quando a tristeza insiste em vir, abraço a vida com gratidão e luz, e faço da esperança meu norte e cruz.