(estrofe 1) Depois da chuva que açoita o chão, O céu lentamente começa a clarear, Entre nuvens cansadas da agitação Uma ponte de cores começa a brotar. (estrofe 2) O vento se acalma nas folhas molhadas, O campo respira em suave frescor, E gotas suspensas nas manhãs lavadas Aprendem com a luz a pintar o esplendor. (estrofe 3) No alto do céu se curva sereno Um arco tecido de brilho e vapor, Mistério nascido do encontro ameno Entre a água da terra e o fogo do sol. (estrofe 4) Não grita vitória nem busca aplauso, Apenas se abre em silenciosa lição, Mostrando ao mundo, depois do acaso, Que a beleza também nasce da tensão. (refrão) Ó arco-íris, pintura do céu, Promessa bordada na luz e na cor, Depois da tormenta levantas o véu Da esperança que vence a dor. (estrofe 5) No campo molhado reluz a campina, As aves retomam seu canto no ar, E a terra inteira parece menina Aprendendo de novo a recomeçar. (estrofe 6) Cada cor dança no azul profundo, Como notas num raro acorde de luz, Recordando aos olhos cansados do mundo Que a paz sempre nasce depois da cruz. (estrofe 7) O arco se estende em silêncio dourado, Abraçando colinas, rios e mar, Como um gesto divino desenhado Para a esperança jamais se apagar. (refrão) Ó arco-íris, pintura do céu, Promessa bordada na luz e na cor, Depois da tormenta levantas o véu Da esperança que vence a dor. (estrofe 8) Não dura muito sua aparição, Logo o azul retoma seu lugar, Mas deixa gravado no coração Que a beleza aprende a voltar. (estrofe 9) Assim são também as dores da vida, Tempestades que vêm sem avisar, Mas nelas germina a cor escondida Que o futuro um dia fará brilhar. (estrofe 10) Quando a última gota se perde no vento, E o sol abraça o horizonte em calor, O arco despede seu ensinamento: Toda luta pode gerar nova cor. (refrão) Ó arco-íris, pintura do céu, Promessa bordada na luz e na cor, Depois da tormenta levantas o véu Da esperança que vence a dor.