
(estrofe 1) Li páginas cobertas de aflição, Onde a fome parecia teu querer; Mas Cristo trouxe pão à multidão, Fazendo a esperança renascer. (estrofe 2) Vi mesas vazias sob o pranto, E rostos vencidos pela dor; Mas teu Filho repartiu o encanto Do alimento servido com amor. (estrofe 3) Enquanto o desespero consumia, Os sonhos de quem nada possuía; Tua compaixão então surgia, Como aurora rompendo a noite fria. (estrofe 4) Cinco pães e dois pequenos peixes Bastaram em tuas santas mãos; Pois onde o amor jamais se deixa, Florescem fartura e provisão. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais transformas a fome em instrumento de punição. Jesus alimentou os necessitados, e nele encontrei O Deus que reparte o pão e multiplica a compaixão. (estrofe 5) Como a fonte vence a sede da terra, Sem cobrar quem dela vai beber; Assim tua bondade nunca encerra O desejo de fazer viver. (estrofe 6) Não recolheste o pão das crianças, Nem fechaste os celeiros do amor; Preferiste plantar esperanças Nos campos da graça do Senhor. (estrofe 7) Cada migalha tornou-se abundância, Cada cesto voltou a transbordar; Teu Reino rompe toda distância, Chamando todos para partilhar. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais transformas a fome em instrumento de punição. Jesus alimentou os necessitados, e nele encontrei O Deus que reparte o pão e multiplica a compaixão. (estrofe 8) A mesa cresceu como jardim, Coberta pela tua generosidade; Ali ninguém chegou ao fim, Pois venceu a fraternidade. (estrofe 9) O trigo amadurece sem orgulho, Oferecendo vida ao lavrador; Assim teu coração faz barulho Somente quando floresce o amor. (estrofe 10) Hoje compreendo tua vontade: Nutrir quem sofre na caminhada; Teu Reino vence toda maldade Com a mesa sempre compartilhada. (ponte) Quanto tempo imaginei que o vazio dos celeiros pudesse refletir tua satisfação diante da desobediência humana, Como se a miséria fosse expressão do teu coração paternal. Hoje reconheço que confundi antigos discursos de advertência com tua vontade soberana, Pois em Jesus encontrei o Senhor que sente compaixão da multidão faminta, reparte o pão, consola os necessitados e transforma escassez em esperança. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais transformas a fome em instrumento de punição. Jesus alimentou os necessitados, e nele encontrei O Deus que reparte o pão e multiplica a compaixão. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Teu pão revela diariamente teu infinito favor. Deus conosco, perfeito em graça e esplendor, Pois tua alegria é alimentar a vida com teu eterno amor.

