
(estrofe 1) Contando o cristianismo... é lembrar quantas vozes ficaram sem canção, porque não puderam anunciar o dom que ardia no coração. (estrofe 2) Muitas sementes floresceram à margem da grande plantação, mas mãos humanas esconderam o perfume da vocação. (estrofe 3) Enquanto o vento espalha o pólen sem perguntar quem vai colher, alguns fecharam seus portões ao chamado de uma mulher. (estrofe 4) Ergueram muros de silêncio, vestidos de tradição e rigor; esquecendo que o próprio Evangelho faz da graça seu maior valor. (refrão) Mas Deus semeia seus talentos onde deseja o Criador; não prende dons em regulamentos, faz da justiça sua flor. (estrofe 5) Débora ouviu a voz da aurora, Maria anunciou a luz, e tantas outras, vida afora, seguiram firmes após Jesus. (estrofe 6) Como nascente entre montanhas, a verdade insiste em brotar; nem grades feitas de palavras conseguem seu curso parar. (estrofe 7) Quando o dom perde sua estrada por causa da distinção, a própria Igreja é amputada de parte de sua missão. (refrão) Mas Deus semeia seus talentos onde deseja o Criador; não prende dons em regulamentos, faz da justiça sua flor. (estrofe 8) O Mestre ouviu a voz feminina com respeito e dignidade; fez da acolhida cristalina um retrato da humanidade. (estrofe 9) A mesa posta em comunhão não distingue voz ou posição; quem serve com dedicação engrandece a missão. (estrofe 10) Se a fé retornar ao começo, onde o amor era direção, verá que o maior endereço é servir com o coração. (refrão) Mas Deus semeia seus talentos onde deseja o Criador; não prende dons em regulamentos, faz da justiça sua flor.

