
(estrofe 1) Nas planícies de Moabe nasceu a aproximação, Entre culturas, mesas e conversação, Mas disseram que do céu veio a punição, Transformando encontro humano em condenação. (estrofe 2) Vinte e quatro mil caíram em aflição, E a tragédia foi chamada de Tua ação, E eu temi, por anos, em sincera devoção, Que o diferente provocasse Tua rejeição. (estrofe 3) Como jardins cercados por rígido portão, A fé tornou-se medo de contaminação, E muitos confundiram preservação Com isolamento e exclusão. (estrofe 4) Mas minha alma fez profunda indagação: Se Tu criaste toda língua e toda nação, Como converterias convivência e relação Em motivo para mortal destruição? (refrão) Perdão Senhor, não és Deus de segregação, Nem castigas o diálogo entre povos em comunhão, Em Jesus Cristo vejo acolhimento e reconciliação, Teu amor une culturas em uma só criação. (estrofe 5) Então Te vi atravessando fronteiras com amor, Sentando-Te à mesa sem qualquer temor, E fazendo do encontro o mais belo valor, Onde cada pessoa revela seu interior. (estrofe 6) Te vi curando estrangeiros em sua dor, E elogiando a fé que floresceu além do redor, Pois Tua verdade não conhece exclusão, Mas transforma diferenças em cooperação. (estrofe 7) Teu Reino é ponte sobre a separação, É música composta em múltipla canção, E ninguém precisa renunciar à condição Para receber ternura e salvação. (refrão) Perdão Senhor, não és Deus de segregação, Nem castigas o diálogo entre povos em comunhão, Em Jesus Cristo vejo acolhimento e reconciliação, Teu amor une culturas em uma só criação. (estrofe 8) Quantos ainda vivem na inquietação, Temendo que o outro seja corrupção, Quando Tua graça, em suave expansão, Faz da diversidade uma celebração. (estrofe 9) Tu és como orquestra em perfeita união, Onde cada instrumento tem sua expressão, E jamais transformarias aproximação Em sentença de devastação. (estrofe 10) Hoje releio Números com nova percepção, Reconhecendo ali antiga interpretação, Mas em Cristo encontro a plena revelação: Teu rosto é encontro, paz e inclusão. (ponte) Falhei ao imaginar-Te guardião de fronteira, Ao confundir pureza com barreira, Ao não perceber que Tua bondade verdadeira Abraça cada povo e cultura inteira. (refrão) Perdão Senhor, não és Deus de segregação, Nem castigas o diálogo entre povos em comunhão, Em Jesus Cristo vejo acolhimento e reconciliação, Teu amor une culturas em uma só criação. (refrão final) Descanso em Ti, Jesus, abrigo e calor, Jamais serias preconceito, ameaça ou temor, És Deus que reúne o mundo com infinito favor, E permaneces conosco em perfeito amor.

