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QUANDO EU APRENDIA A SONHAR

(estrofe 1) Eu sonhava com um futuro que ainda não conhecia, E imaginava uma vida carregada de alegria; Havia tantos caminhos querendo me chamar, E eu acreditava que podia algum deles alcançar. (estrofe 2) Pensava numa família reunida ao redor da mesa, Com afeto, companheirismo, cuidado e delicadeza; Imaginava um lar onde houvesse compreensão, E onde o amor tivesse sempre a primeira decisão. (estrofe 3) Sonhava em servir pessoas, aliviar alguma dor, Oferecer minha presença, minha escuta e meu amor; Eu queria que a existência tivesse algum sentido, E que meu tempo não passasse simplesmente despercebido. (estrofe 4) Também imaginava um trabalho digno e construtor, Que trouxesse realização, responsabilidade e valor; Queria transformar ideias em alguma realização, E deixar no mundo sinais de minha dedicação. (refrão) Tenho saudades de mim, quando eu aprendia a sonhar, Da esperança que me fazia acreditar e caminhar; Eu queria uma vida significativa e verdadeira, Servir, amar e deixar uma lembrança companheira. (estrofe 5) Eu pensava que o futuro poderia ser diferente, Que meus esforços poderiam ajudar alguma gente; Cada projeto parecia uma semente a germinar, E cada sonho, uma razão nova para continuar. (estrofe 6) Havia profissões, projetos, lugares para conhecer, E tantas possibilidades que eu queria compreender; Eu não sabia exatamente onde iria chegar, Mas tinha a confiança necessária para começar. (estrofe 7) Sonhava em olhar para trás depois de muitos anos, Reconhecendo conquistas, encontros e enganos; Não queria somente acumular coisas ou posição, Queria que minha passagem tivesse significação. (refrão) Tenho saudades de mim, quando eu aprendia a sonhar, Da esperança que me fazia acreditar e caminhar; Eu queria uma vida significativa e verdadeira, Servir, amar e deixar uma lembrança companheira. (estrofe 8) Eu também queria vencer meus medos interiores, Transformar minhas quedas em novos aprendizados e valores; Pois compreendia, mesmo sem saber explicar, Que uma vida com propósito também precisa recomeçar. (estrofe 9) Pensava no legado que poderia construir, Não como fama eterna, mas como um jeito de servir; Uma palavra, uma atitude, uma ajuda, uma lição, Podiam permanecer muito além da minha geração. (estrofe 10) Hoje revisito aquele sonhador que existiu, E percebo que muito daquele desejo não sumiu; Alguns caminhos mudaram, outros ainda posso trilhar, Pois enquanto houver vida, ainda existe o que sonhar. (ponte) Lamento as vezes em que deixei de acreditar, Quando deixei meus próprios sonhos se apagar; Troquei esperança viva por medo de fracassar, E deixei de ser quem queria aprender a se tornar. (refrão) Tenho saudades de mim, quando eu aprendia a sonhar, Da esperança que me fazia acreditar e caminhar; Eu queria uma vida significativa e verdadeira, Servir, amar e deixar uma lembrança companheira. (refrão final) Hoje eu amo quem eu sou e volto a acreditar, Escolho uma vida alegre, com motivos para sonhar; Se a tristeza vier, terá direito de existir, Mas não terá força suficiente para meu sonho destruir.