Ser leal é ficar quando o chão cede, quando a voz falha e o tempo não mede, é não fugir do silêncio pesado, é sentar ao lado do dia quebrado. (estrofe 2) Não é aplauso, promessa ou favor, é dividir o peso, sustentar a dor, é ser abrigo sem perguntar porquê, é não soltar a mão quando tudo treme. (estrofe 3) Lealdade não brilha, não pede vitrine, caminha discreta, firme, indiscipline, é vigília acesa na noite comprida, é ficar por amor, não por garantia. (refrão) Ser leal é estar, mesmo sem luz, é permanecer quando o riso não vem, é escolher presença, não cruz, é dizer “estou aqui” e dizer amém. (estrofe 4) Nos dias ruins, sem frase bonita, a lealdade fala quando a boca evita, é escutar sem corrigir o sofrer, é não transformar a queda em dever. (estrofe 5) Não mede o outro pelo que produz, nem cobra melhora, nem vende a cruz, é chão que suporta o passo cansado, é amor sem contrato, fiel ao quebrado. (refrão) Ser leal é estar, mesmo sem luz, é permanecer quando o riso não vem, é escolher presença, não cruz, é dizer “estou aqui” e dizer amém. (estrofe 6) É ficar no inverno da alma alheia, quando a esperança parece pequena, é não usar a dor como lição, é respeitar o tempo do coração. (estrofe 7) Ser gente é isso, simples e real, não salvar o mundo, mas ser leal, é não abandonar no ponto final, é amar inteiro, sem condição moral. (refrão) Ser leal é estar, mesmo sem luz, é permanecer quando o riso não vem, é escolher presença, não cruz, é dizer “estou aqui” e dizer amém