
(estrofe 1) Israel esqueceu os caminhos da aliança, Seguiu outros deuses, mudou sua direção; O narrador viu na infidelidade a causa Da derrota que atingiu toda a nação. (estrofe 2) Cusã-Risataim surgiu como dominador, Reinou sobre Israel por oito anos de aflição; E o texto atribuiu ao próprio Senhor A entrega do seu povo àquela sujeição. (estrofe 3) Que mistério há nessa imagem de Deus: O povo sofre, e o sofrimento é apresentado Como decisão daquele que, segundo a fé, Deveria proteger o povo necessitado. (estrofe 4) Será que a dor precisa ser provocada Para que alguém aprenda a reconhecer o bem? Será que a liberdade deve ser retirada Para que se volte a Deus e se acolha alguém? (refrão) DEUS QUE ENTREGA SEU POVO — eis a questão! Não vejo no sofrimento o propósito do Amor! Jesus veio anunciar libertação, Não fazer da opressão instrumento do Senhor! (estrofe 5) Há quem confunda disciplina com violência, E chame de cuidado a imposição da dor; Mas corrigir não exige a crueldade, Nem se restaura uma vida pelo terror. (estrofe 6) Quando um povo cai sob domínio estrangeiro, Há fome, medo, perdas e humilhação; A dor alcança o fraco e o companheiro, Sem perguntar quem tomou cada decisão. (estrofe 7) O poder de um rei não cura a consciência, Nem a sujeição transforma o coração; A mudança não floresce pela violência, Mas quando a vida encontra acolhida e direção. (refrão) DEUS QUE ENTREGA SEU POVO — eis a questão! Não vejo no sofrimento o propósito do Amor! Jesus veio anunciar libertação, Não fazer da opressão instrumento do Senhor! (estrofe 8) Em Nazaré, Jesus abriu o livro e anunciou Boas notícias aos pobres e liberdade aos cativos; Aos oprimidos, a esperança proclamou, E fez da restauração o sentido de seus atos. (estrofe 9) Não libertou para depois aprisionar, Não acolheu para depois abandonar; Sua presença veio vidas levantar, E os feridos encontraram onde recomeçar. (estrofe 10) Se a fé se torna justificativa da opressão, É preciso examinar a imagem que se anuncia; O Deus reconhecido no rosto de Jesus Não faz do sofrimento uma desejada pedagogia. (ponte) Quanto falhei ao defender aquela associação, Como se a submissão revelasse o querer divino! Confundi a explicação antiga de uma nação Com o Deus que em Jesus se fez caminho. (refrão) DEUS QUE ENTREGA SEU POVO — eis a questão! Não vejo no sofrimento o propósito do Amor! Jesus veio anunciar libertação, Não fazer da opressão instrumento do Senhor! (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de Amor, Que jamais faria do sofrer sua intenção; Em ti, a liberdade floresce, Senhor, E o acolhimento é mais forte que a opressão.

