
(ESTROFE 1) Contando o Cristianismo, vejo palácios erguidos, Altares cercados por cofres e contratos, A fé vestiu ternos bem alinhados, Enquanto o povo ficou nos degraus mais baixos. (ESTROFE 2) Mãos ungidas brindaram com taças douradas, Chamando privilégio de bênção divina, Mas o pão faltou nas mesas caladas, Onde a desigualdade aprende a rotina. (ESTROFE 3) Contando o Cristianismo, a cruz foi trocada, Por selos, cifras e favores de ocasião, O Evangelho perdeu voz nas estradas, Quando se ajoelhou diante da acumulação. (REFRÃO) NÃO FOI PRAOS RICOS QUE A BOA-NOVA NASCEU, NEM PRA BLINDAR O PODER DO CAPITAL, O CRISTO QUE ANDA COM OS PÉS NO CHÃO SE LEVANTA CONTRA TODA DESIGUALDADE SOCIAL. (ESTROFE 4) Os templos cresceram junto aos bancos centrais, Pregações blindadas contra qualquer denúncia, Chamaram de ordem aquilo que fere demais, E de “vontade de Deus” a própria conivência. (ESTROFE 5) Contando o Cristianismo, vejo silêncios comprados, Quando a injustiça exigia palavra clara, O lucro virou dogma bem guardado, E a pobreza foi tratada como culpa rara. (REFRÃO) NÃO FOI PRAOS RICOS QUE A BOA-NOVA NASCEU, NEM PRA BLINDAR O PODER DO CAPITAL, O CRISTO QUE ANDA COM OS PÉS NO CHÃO SE LEVANTA CONTRA TODA DESIGUALDADE SOCIAL. (ESTROFE 6) Mas ainda ecoa, fora dos salões, Um Cristo sem escolta nem proteção, Que chama irmãos, não investidores, E reparte o pão antes da oração. (ESTROFE 7) Contando o Cristianismo, escolho esse fio: O Deus que desce, não o que se vende, A fé que enfrenta o abismo do vazio, E rompe alianças que oprimem gente. (REFRÃO) NÃO FOI PRAOS RICOS QUE A BOA-NOVA NASCEU, NEM PRA BLINDAR O PODER DO CAPITAL, O CRISTO QUE ANDA COM OS PÉS NO CHÃO SE LEVANTA CONTRA TODA DESIGUALDADE SOCIAL.

