(estrofe 1) Sendo gente no gesto miúdo No pão partido em silêncio e mão O pouco, quando é repartido Vira abundância no coração (estrofe 2) Não é o quanto se guarda no peito Mas o quanto se deixa fluir A mesa simples, o prato imperfeito Ensina mais que possuir (estrofe 3) Quem reparte o tempo, o afeto, o chão Semeia luz sem ostentação O quase nada, em doação Transborda em comunhão (refrão) Ser generoso é confiar Que o pouco sabe multiplicar Quando se aprende a compartilhar A vida aprende a voltar (estrofe 4) Sendo gente no passo cotidiano No copo d’água, no olhar atento O gesto pequeno, quase humano Sustenta o dia e o tempo (estrofe 5) Há riquezas que não pesam na mão Cabem num sorriso oferecido Quem dá sem fazer condição Descobre o valor do vivido (refrão) Ser generoso é confiar Que o pouco sabe multiplicar Quando se aprende a compartilhar A vida aprende a voltar (estrofe 6) O mundo muda por migalhas fiéis Por sobras cheias de intenção É no pouco entregue aos pés Que o amor ganha direção (estrofe 7) Sendo gente até o fim do dia Sem esperar reconhecimento O que se dá por empatia Fica guardado no tempo (refrão) Ser generoso é confiar Que o pouco sabe multiplicar Quando se aprende a compartilhar A vida aprende a voltar