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A REBELIÃO DE CORÁ E A MORTE MILAGROSA DOS OPOSITORES

V4.5-ALL

(estrofe 1) No meio do acampamento ergueu-se a contestação, Vozes pedindo espaço, justiça e participação, Mas disseram que a terra, em súbita convulsão, Engoliu os dissidentes em terrível punição. (estrofe 2) O chão tornou-se tribunal de severa decisão, E o abismo foi descrito como Tua intervenção, Como se o Deus da vida, em santa exaltação, Sepultasse perguntas em profunda escuridão. (estrofe 3) Corá e seus companheiros ousaram argumentar, Que o sagrado não devia a poucos se limitar, E eu, por muito tempo, tive medo de pensar, Que discordar de líderes pudesse me condenar. (estrofe 4) Mas no íntimo da alma brotou interrogação, Se o Amor infinito sustenta a criação, Como faria da terra uma boca de destruição, Para calar à força toda reivindicação? (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da opressão, Que engole pessoas para impor submissão, Em Jesus Cristo vejo serviço e comunhão, Teu Reino escuta, acolhe e reparte o pão. (estrofe 5) Então Te vi lavando pés ao cair da tarde, Mostrando que o maior serve sem alarde, E que autoridade, em Tua revelação, É cuidado humilde, jamais dominação. (estrofe 6) Te vi responder aos que quiseram Te provar, Sem invocar castigo para os silenciar, Pois Tua verdade não teme investigação, Mas floresce serena na conversação. (estrofe 7) “Quem quiser ser o primeiro, seja servo”, ensinaste, E com esse princípio todo orgulho desmontaste, Mostrando que o poder encontra sua redenção, Quando se converte em generosa doação. (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da opressão, Que engole pessoas para impor submissão, Em Jesus Cristo vejo serviço e comunhão, Teu Reino escuta, acolhe e reparte o pão. (estrofe 8) Quantos ainda temem fazer objeção, Porque confundem liderança com imposição, Como se a dúvida abrisse sob seus pés um vulcão, E a pergunta sincera trouxesse condenação. (estrofe 9) Mas Tu não soterras quem deseja compreender, Nem destróis aqueles que ousam divergir e crescer, Antes conduzes cada mente e coração, Ao amadurecimento em amor e reflexão. (estrofe 10) Hoje entendo que o texto guarda a marca cultural, De um tempo que protegeu poder institucional, Mas em Cristo descubro, sem medo ou confusão, Que Teu rosto é ternura, escuta e inclusão. (ponte) Falhei ao defender sistemas sem compaixão, Ao chamar de divino o medo da contestação, Ao esquecer que a verdade não precisa de coerção, Porque o amor convence pela própria iluminação. (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da opressão, Que engole pessoas para impor submissão, Em Jesus Cristo vejo serviço e comunhão, Teu Reino escuta, acolhe e reparte o pão. (refrão final) Hoje me acolho com minhas sombras e claridade, Com lágrimas legítimas e renovada felicidade, Mesmo quando a tristeza vier me visitar, Escolho a alegria e continuo a me amar. (refrão final) Descanso em Ti, Jesus, Amor essencial, Jamais serias tirano, severo e fatal, És Deus que sustenta com graça e calor, E eternamente conosco és perfeito amor.