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DEUS QUE CASTIGA COM OPRESSÃO

V6-MINI

(estrofe 1) Um povo sofreu derrotas e aflição, E o narrador procurou uma explicação; Disse que a infidelidade trouxe o castigo, E que a ira divina caminhava consigo. (estrofe 2) A história interpretou a dor coletiva Como resposta de uma justiça punitiva; A guerra, a perda, o medo e a opressão Foram ligados à desobediência da nação. (estrofe 3) Mas quem perdeu a casa, o pão e a segurança Talvez não tivesse escolhido a desavença; Crianças, idosos, inocentes e pequenos Também sofriam os efeitos dos conflitos terrenos. (estrofe 4) Pode uma criança pagar por um pecado Que outro cometeu, distante do seu lado? Pode a dor de um povo inteiro demonstrar Que Deus decidiu fazê-lo penar? (refrão) DEUS QUE CASTIGA COM OPRESSÃO — eis a questão: Não atribuo a Deus toda calamidade! Jesus rejeitou essa simplificação: A dor não é certificado de culpabilidade! (estrofe 5) Em Lucas, alguns mortos foram lembrados, E outros pela torre de Siloé esmagados; Jesus não declarou culpados os que morreram, Nem disse que por serem piores padeceram. (estrofe 6) Ao cego de nascença perguntaram a razão: Seria pecado próprio ou dos pais a condição? Jesus rompeu aquela acusação, E recusou transformar sofrimento em condenação. (estrofe 7) Há dores que nascem da injustiça humana, De guerras, doenças e violência cotidiana; Há perdas que chegam sem explicação, E exigem cuidado, não julgamento ou punição. (refrão) DEUS QUE CASTIGA COM OPRESSÃO — eis a questão: Não atribuo a Deus toda calamidade! Jesus rejeitou essa simplificação: A dor não é certificado de culpabilidade! (estrofe 8) Quando alguém sofre, precisa de acolhimento, Não de um tribunal que aumente o sofrimento; A compaixão se aproxima para cuidar, Enquanto a culpa apressada prefere acusar. (estrofe 9) Se a desgraça é chamada de sentença divina, A vítima carrega uma culpa que não termina; E quem assiste pode lavar suas mãos, Negando auxílio e alimentando exclusões. (estrofe 10) A fé não deve explicar toda ferida Com uma dívida moral não conhecida; Diante do sofrimento, o amor é a direção: Primeiro, estender a mão; depois, buscar compreensão. (ponte) Quanto falhei ao ensinar, com convicção, Que toda derrota revelava punição divina! Não percebi que a dor pede compaixão, E que Jesus jamais culpou quem sofria na esquina. (refrão) DEUS QUE CASTIGA COM OPRESSÃO — eis a questão: Não atribuo a Deus toda calamidade! Jesus rejeitou essa simplificação: A dor não é certificado de culpabilidade! (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de Amor, Que não transforma a dor em acusação; Jamais seria diferente conosco, Senhor: Teu coração se revela no cuidado e no perdão.