
(Estrofe 1) Nos pátios antigos da lei severa, erguia-se a pena que o povo espera, como se o céu, em fria razão, pedisse sangue por transgressão. (Estrofe 2) A praça tornava-se tribunal, onde o castigo virava ritual, e a multidão, em dura emoção, via justiça na execução. (Estrofe 3) Pedras erguidas na mão coletiva, gesto antigo de lógica punitiva, como se o erro humano, afinal, pedisse vingança oficial. (Estrofe 4) Assim a fé se misturava ao temor, e o castigo parecia valor, como se Deus, em rigor sagrado, fosse juiz de braço levantado. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da execução, que transforma vingança em religião, em Jesus revelas outra direção: o amor perdoa sem limitação. (Estrofe 5) Mas Cristo surge com voz serena, quebrando o ciclo da antiga pena, mostrando ao mundo, em compaixão, que Deus prefere reconciliação. (Estrofe 6) Quando Pedro pergunta, hesitante, quantas vezes perdoar adiante, Jesus responde, em clara expressão: “setenta vezes sete” é a dimensão. (Estrofe 7) Não mais a pedra pronta a ferir, nem o desejo oculto de punir, mas o caminho da restauração que cura a raiz da divisão. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da execução, que transforma vingança em religião, em Jesus revelas outra direção: o amor perdoa sem limitação. (Estrofe 8) Quantas vezes anunciei com fervor um Deus moldado no antigo rigor, como se a fé precisasse manter o castigo pronto a descer. (Estrofe 9) Mas Cristo revela outra verdade: Deus não governa pela crueldade, pois quem conhece o Pai do céu descobre um coração fiel. (Estrofe 10) Assim a justiça se torna caminho que restaura o humano sozinho, não pela força da punição, mas pela graça da redenção. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter sustentado um Deus que parecia armado, quando teu Filho veio ensinar que o perdão é o modo de amar. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da execução, que transforma vingança em religião, em Jesus revelas outra direção: o amor perdoa sem limitação. (Refrão Final) Agora descanso em Jesus, Deus-Amor, que vence o mal sem impor terror, sei que jamais buscarás destruição, pois tua essência é pura compaixão.

