(estrofe 1) Caminho leve entre campos e colinas, Bebendo o verde que respira no ar, O mundo pulsa em cores cristalinas, E o coração aprende a desacelerar. (estrofe 2) A relva dança sob passos serenos, O horizonte se curva em tons de anil, Há segredos guardados nos terrenos Que só se revelam a quem se faz sutil. (estrofe 3) De repente o céu se rasga em clarão, Como espada de fogo riscando a amplidão, É o raio rompendo o véu da escuridão, Desnudando a noite em revelação. (refrão) Ó raio que ilumina e faz enxergar, O que a sombra insistia em esconder, Num segundo ensinas o olhar Que a luz nasce no próprio viver. (estrofe 4) As montanhas ganham novo contorno, Os vales surgem em traços de giz, O medo recua ao seu próprio entorno, E o silêncio se curva, aprendiz. (estrofe 5) Há beleza até no instante intenso, No brilho que corta o céu sem pedir, Pois o clarão, mesmo sendo imenso, Vem só para a verdade florir. (refrão) Ó raio que ilumina e faz enxergar, O que a sombra insistia em esconder, Num segundo ensinas o olhar Que a luz nasce no próprio viver. (estrofe 6) Eu sigo sorrindo na trilha dourada, Curtindo a natureza em comunhão, Cada relâmpago é carta assinada Pela força secreta da criação. (estrofe 7) Se a noite envolve com manto fechado, Não temo o escuro que tenta ficar, Pois sei que o céu guarda, guardado, Um raio pronto para revelar. (refrão) Ó raio que ilumina e faz enxergar, O que a sombra insistia em esconder, Num segundo ensinas o olhar Que a luz nasce no próprio viver.