
(estrofe 1) Eu canto a Bíblia como quem semeia o chão Palavra viva, vento solto na canção Não é pergaminho preso em mãos de poder É sopro antigo insistindo em florescer (estrofe 2) A voz que desce não escolhe trono ou altar Ela prefere a mesa simples do lugar Onde o silêncio aprende a escutar E o coração se abre antes de falar (estrofe 3) Deus não sussurra só em salas fechadas Ele ecoa em ruas, corpos e jornadas Quem tenta engaiolar o som da luz Esquece que o Espírito sempre conduz (refrão) O Espírito sopra onde quer passar Ensina caminhos sem segredos guardar Não há dono do céu nem chave da verdade A voz de Deus caminha na humanidade (estrofe 4) Há quem transforme revelação em muralha Como se a graça precisasse de navalha Mas a chama que aprende a dividir Nunca aceita ordens para não luzir (estrofe 5) A profecia não pede crachá ou permissão Ela nasce no povo, pulsa em canção Quando o amor decide interpretar Até o analfabeto aprende a profetizar (refrão) O Espírito sopra onde quer passar Ensina caminhos sem segredos guardar Não há dono do céu nem chave da verdade A voz de Deus caminha na humanidade (estrofe 6) Eu canto a Escritura fora do controle Como rio que ignora diques e rótulos Quem chama de heresia o bem partilhado Tem medo de um Deus não privatizado (estrofe 7) Se a verdade fosse herança de poucos O amor não pisaria nossos becos Mas Deus prefere vozes em comunhão Do que templos mudos cheios de razão (refrão) O Espírito sopra onde quer passar Ensina caminhos sem segredos guardar Não há dono do céu nem chave da verdade A voz de Deus caminha na humanidade

