
(estrofe 1) Sendo gente se aprende no tom da voz No cuidado simples que aproxima nós Há palavras que pousam como manhã E fazem do outro um lugar de amanhã (estrofe 2) Ser gentil não é fraqueza disfarçada É força que escolhe não ferir na estrada É saber que a língua pode ser abrigo Ou vento frio quebrando o trigo (estrofe 3) Há quem fale duro para parecer forte Mas só espalha ruínas sem norte A gentileza conhece outro poder O de tocar sem machucar o ser (refrão) Palavra suave é remendo e luz É mão que alcança, não que reduz Ser gentil é curar sem exibir É sendo gente que se aprende a existir (estrofe 4) No cotidiano áspero da pressa A delicadeza vira promessa Um gesto pequeno muda o chão Onde sangrava o coração (estrofe 5) Há feridas que não pedem explicação Só silêncio bom e compreensão Quem escolhe falar com mansidão Constrói pontes dentro da solidão (refrão) Palavra suave é remendo e luz É mão que alcança, não que reduz Ser gentil é curar sem exibir É sendo gente que se aprende a existir (estrofe 6) A fala que cuida nasce do olhar Que enxerga o outro antes de julgar Gentileza é ética em movimento É amor traduzido em tratamento (estrofe 7) Sendo gente, escolho o tom do bem Que não fere hoje nem amanhã também Pois palavras moldam o que virá E a gentileza ensina a caminhar (refrão) Palavra suave é remendo e luz É mão que alcança, não que reduz Ser gentil é curar sem exibir É sendo gente que se aprende a existir

