(estrofe 1) Teu nome escorre leve no ar da manhã, feito essência que toca sem nunca cansar, quando o digo, meu peito aprende a florir, há silêncios que passam a respirar por ti. (estrofe 2) Não é som apenas, é rastro deixado, como perfume antigo num quarto fechado, fica na pele do tempo, insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar. (estrofe 3) Teu nome não grita, mas sabe envolver, é suave presença difícil de esquecer, unguento que unge a alma cansada, cura sem pressa, amor que se espalha. (refrão) Teu nome é perfume derramado, não se guarda, aprende a correr, quanto mais livre, mais é amado, quanto mais se perde, mais faz viver. (estrofe 4) Vivendo apaixonado, descubro em mim que amar é deixar o coração sem fim, não prender o afeto em frascos de medo, mas permitir que ele seja segredo aberto. (estrofe 5) Teu nome me chama sem som ou sinal, é memória futura, promessa real, não precisa de provas nem explicação, basta existir para virar canção. (refrão) Teu nome é perfume derramado, não se guarda, aprende a correr, quanto mais livre, mais é amado, quanto mais se perde, mais faz viver. (estrofe 6) Há nomes que passam como vento comum, o teu permanece, deixa rastro e lume, é presença que unge o agora e o depois, faz do instante um eterno entre nós. (estrofe 7) Se o amor tivesse forma e cor, seria teu nome em suave odor, derramado sem medo, sem fim, vivendo apaixonado, em mim. (refrão) Teu nome é perfume derramado, não se guarda, aprende a correr, quanto mais livre, mais é amado, quanto mais se perde, mais faz viver.