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A IDEIA DE CONQUISTA TERRITORIAL COMO PROMESSA DIVINA

V4.5-ALL

(estrofe 1) Nos relatos finais da antiga jornada, surge uma herança por muitos sonhada, com fronteira extensa e demarcada, em narrativa pela história moldada. (estrofe 2) Povos inteiros cruzam a campina, buscando lugar sob nova sina, e a terra desponta qual grande colina, guardada na memória peregrina. (estrofe 3) Li esses quadros com plena certeza, vendo somente divina grandeza, sem notar traços da natureza humana presente em tanta proeza. (estrofe 4) Mas Cristo trouxe outra riqueza, erguendo pontes com delicadeza, mostrando que a autêntica nobreza floresce na paz e na gentileza. (refrão) Perdão Senhor, não és dono de fronteira, nem levantas muralha altaneira, em Jesus Cristo brilha a bandeira do amor que acolhe a terra inteira. (estrofe 5) Te vi sentado junto ao estrangeiro, tratando cada rosto como companheiro, sem medir sangue, idioma ou paradeiro, mas revelando valor verdadeiro. (estrofe 6) Te vi romper barreira antiga, curando ferida que castiga, fazendo da esperança amiga a luz que nenhum povo mitiga. (estrofe 7) Teu Reino não nasce de domínio, nem cresce por força ou patrocínio, mas pelo sublime raciocínio de transformar dor em carinho. (refrão) Perdão Senhor, não és dono de fronteira, nem levantas muralha altaneira, em Jesus Cristo brilha a bandeira do amor que acolhe a terra inteira. (estrofe 8) Quantos chamaram posse de eleição, e conquista de consagração, sem perceber que a revelação amadurece em nova compreensão. (estrofe 9) Tu és brisa sobre cada vale, presença que nunca se cale, amor que em toda gente se espalhe, sem exigir que alguém se exile. (estrofe 10) Hoje releio a antiga escritura, vendo seu tempo e arquitetura, mas em Cristo encontro a figura de Deus revelado em ternura. (ponte) Falhei ao vestir Teu nome com bandeiras, ao confundir Teus céus com trincheiras, sem enxergar que Tu preferiras erguer irmãos e não barreiras. (refrão) Perdão Senhor, não és dono de fronteira, nem levantas muralha altaneira, em Jesus Cristo brilha a bandeira do amor que acolhe a terra inteira. (refrão final) Hoje escolho viver com alegria, mesmo existindo sombra tardia, celebro a beleza de cada dia, guardando no peito boa companhia. (refrão final) Descanso em Ti, Jesus, fonte serena, presença que consola qualquer pena, amor que jamais aprisiona ou condena, mas faz da existência uma canção amena.