
(Estrofe) Aprendi Te buscar nas entrelinhas No sussurro turvo da escuridão Como quem decifra antigas trilhas Sem jamais tocar Tua mão (Estrofe) Fiz do mistério um esconderijo E da fé, um jogo de sinais Achei que amar era um enigma fixo Guardado em véus rituais (Estrofe) Te associei ao Deus das sombras Que fala pouco e sempre em tensão Um Deus de pistas que não se mostram E exigem decifração (Refrão) Mas Jesus é Deus revelado Rosto humano, palavra em ação Nada oculto, nada velado Deus visível em encarnação (Estrofe) Enquanto isso, o povo sofria Sem saber se era visto ou não Pois um Deus que sempre se escondia Nunca traz consolação (Estrofe) Atribuí silêncio à grandeza E distância à santidade Confundi ausência com pureza E temor com profundidade (Estrofe) Veio Cristo rompendo o nevoeiro Falando claro, com pão e chão Mostrou Deus no gesto verdadeiro De quem toca a contradição (Refrão) Mas Jesus é Deus revelado Rosto humano, palavra em ação Nada oculto, nada velado Deus visível em encarnação (Estrofe) Ele não falou por charadas Quando viu a dor se impor Fez da vida explicação dada E do amor, tradutor (Estrofe) Se Deus se mostra em carne aberta Não há código a decifrar A verdade não é secreta É alguém que vem caminhar (Ponte) Lamento ter defendido o Deus cifrado Que se protege atrás do mistério Achei o invisível mais elevado Que o amor simples e sério Usei o argumento da transcendência Para justificar minha cegueira E chamei de reverência O medo de vê-Lo de maneira inteira (Refrão) Mas Jesus é Deus revelado Rosto humano, palavra em ação Nada oculto, nada velado Deus visível em encarnação (Refrão Final) Hoje descanso no Deus que se mostra Sem enigmas, sem condição Em Jesus, Deus se demonstra Clareza, ternura e perdão Jamais, por motivo algum, seria diferente Deus não se escondeu de nós Fez-Se próximo, plenamente Amor com rosto, nome e voz

