
(ESTROFE 1) Defendendo teologia com os pés no chão, Pergunto por que a fé perdeu a canção, Quando o corpo foi tratado como perigo, E a alegria virou suspeita no abrigo. (ESTROFE 2) Chamaram festa de desvio moral, Confundiram riso com coisa carnal, Criaram muros onde havia mesa, E vigiaram o passo, a música, a beleza. (ESTROFE 3) Mas Jesus entrou na dança do cotidiano, Num casamento simples, humano, Transformou água em vinho partilhado, E celebrou o amor sem medo do pecado. (REFRÃO) Onde há vida, há som, há celebração, A fé que proíbe o riso perde a direção, Se Deus é amor que se doa em comunhão, A alegria também é revelação. (ESTROFE 4) Teólogos trocaram o vinho por controle, Chamaram o corpo de ameaça à alma que se encolhe, Esqueceram que a graça se faz encontro, Não silêncio imposto, nem passo tonto. (ESTROFE 5) Proibiram danças, festas e cores, Mas colheram culpa, medo e dores, Como se Deus se ofendesse com alegria, Ou recusasse o coração que canta e irradia. (REFRÃO) Onde há vida, há som, há celebração, A fé que proíbe o riso perde a direção, Se Deus é amor que se doa em comunhão, A alegria também é revelação. (ESTROFE 6) Jesus não fugiu do riso compartilhado, Nem do abraço solto, nem do pão repartido, Sua santidade não era prisão, Mas presença viva no meio da multidão. (ESTROFE 7) Defender teologia é lembrar então Que dançar também pode ser oração, Pois um Deus que cria, salva e festeja, Não cabe numa fé que proíbe a mesa. (REFRÃO) Onde há vida, há som, há celebração, A fé que proíbe o riso perde a direção, Se Deus é amor que se doa em comunhão, A alegria também é revelação.

