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PENA DE MORTE PARA ADULTÉRIO

(Estrofe 1) A lei erguia sentença severa, ao leito infiel que a aliança rompera, e a praça tornava-se tribunal, onde o erro virava espetáculo fatal. (Estrofe 2) Levítico bradava juízo e rigor, como cerca erguida ao redor do amor, para que a fidelidade fosse guardada sob ameaça de morte declarada. (Estrofe 3) O adultério feria pacto e confiança, rompia promessas, traía esperança, e a pena extrema surgia implacável como resposta santa e irrevogável. (Estrofe 4) Mas surge Jesus na poeira do chão, entre acusadores e condenação, e escreve silêncio na terra batida, desarmando a fúria da multidão ferida. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da execução, que sela destinos com fria punição, desvias o olhar da pedra erguida, e fitas a alma que clama por vida. (Estrofe 5) “Quem não tiver pecado, atire primeiro”, e o eco caiu como golpe certeiro, pois a consciência falou mais alto que qualquer decreto ou sobressalto. (Estrofe 6) Um a um soltaram as rochas da mão, pesando mais a culpa que a razão, e a praça esvaziou-se devagar, restando apenas graça no olhar. (Estrofe 7) Ele não chama o erro de virtude, nem dissolve a dor em atitude rude, mas diz: “Vai e não peques mais”, abrindo futuro onde havia cais. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da execução, que sela destinos com fria punição, desvias o olhar da pedra erguida, e fitas a alma que clama por vida. (Estrofe 8) O foco muda do ato isolado para o coração aprisionado, pois o mal não se vence com morte, mas com verdade que muda a sorte. (Estrofe 9) Não absolves por conveniência, mas conduzes à autoconsciência, mostrando que justiça sem compaixão é lâmina fria sem redenção. (Estrofe 10) Entre a letra que mata e o sopro que cria, Teu gesto inaugura nova via, onde a culpa encontra transformação e a queda não define a vocação. (Ponte) Errei ao fundir Sinai e Calvário, como se fossem o mesmo cenário, ignorei o abismo entre código civil e o rosto do Filho manso e gentil. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da execução, que sela destinos com fria punição, desvias o olhar da pedra erguida, e fitas a alma que clama por vida. (Refrão Final) Agora descanso em Teu terno favor, Jesus, revelação plena do Amor, jamais serias sombra de terror, és para sempre Pai restaurador.