
(ESTROFE 1) Defendo a teologia que pisa o chão da vida, Que lê o texto santo com a mesa compartilhada, Não foge do riso, nem da dor sentida, Pois Deus encarnou na história misturada. (ESTROFE 2) Chamaram santidade de muro e isolamento, Como se o pó do mundo contaminasse o amor, Mas o Cristo caminhou no meio do tempo, Tocando feridas, sem medo do clamor. (ESTROFE 3) Entre copos, histórias e pão repartido, Ele mostrou que luz não foge da escuridão, Santidade não é viver escondido, É permanecer inteiro em toda situação. (REFRÃO) Santidade não é fugir do mundo real, É viver nele sem perder o essencial, Com amor que abraça, sem se contaminar, É sal na ferida, é luz no lugar. (ESTROFE 4) Teologias vestiram o medo de pureza, Criaram distância em nome da fé, Mas o Reino cresce na mesa acesa, Onde o excluído também põe o pé. (ESTROFE 5) Separaram corpos, ideias e caminhos, Chamando isso de zelo espiritual, Mas Jesus escolheu outros trilhos, Fez da proximidade um gesto radical. (REFRÃO) Santidade não é fugir do mundo real, É viver nele sem perder o essencial, Com amor que abraça, sem se contaminar, É sal na ferida, é luz no lugar. (ESTROFE 6) Defender teologia é limpar as lentes, Retirar o peso que o medo construiu, É lembrar que Deus habita entre as gentes, No chão comum onde Jesus sorriu. (ESTROFE 7) Santidade é presença, não deserção, É coração íntegro em meio à multidão, É viver no mundo com outra intenção, Amar sem reservas, como vocação. (REFRÃO) Santidade não é fugir do mundo real, É viver nele sem perder o essencial, Com amor que abraça, sem se contaminar, É sal na ferida, é luz no lugar.

