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A religião baseada no medo da punição

(estrofe 1) Por muitos anos temi tua presença, Como quem foge da própria luz; Mas hoje encontro a doce esperança No rosto sereno de meu Jesus. (estrofe 2) Diziam que o medo era a estrada Que conduzia à fidelidade; Mas tua voz, tão mansa e amada, Convida à livre sinceridade. (estrofe 3) O jardineiro não ameaça a flor Para fazê-la desabrochar; É o calor constante do amor Que a faz viver e perfumar. (estrofe 4) O pai que ensina pela ternura Grava no filho maior lição; Assim tua eterna formosura Transforma vidas pelo coração. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não governs teus filhos pelo terror da punição. Jesus revelou o Pai, e nele finalmente encontrei O Deus que conquista pelo amor e pela comunhão. (estrofe 5) A aurora jamais desperta o campo Com gritos de ameaça e rigor; Basta seu silencioso encanto Para anunciar um novo esplendor. (estrofe 6) O oleiro não quebra inutilmente O vaso moldado com atenção; Pacientemente o refaz novamente, Com cuidado, graça e compaixão. (estrofe 7) O pastor conduz seu rebanho inteiro Com voz conhecida e proteção; Não pelo açoite traiçoeiro, Mas pelo vínculo da afeição. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não governs teus filhos pelo terror da punição. Jesus revelou o Pai, e nele finalmente encontrei O Deus que conquista pelo amor e pela comunhão. (estrofe 8) A árvore oferece seus frutos maduros Sem exigir temor para florescer; Assim teus caminhos são seguros, Pois ensinas pelo bem viver. (estrofe 9) As águas procuram todo sedento, Sem perguntar por seu passado; Assim teu divino acolhimento Recebe o coração cansado. (estrofe 10) Hoje descubro tua fidelidade, Mais forte que toda acusação; Teu Reino floresce na liberdade, Edificado sobre o amor e o perdão. (ponte) Quanto tempo anunciei uma espiritualidade sustentada pelo receio constante do castigo, imaginando que o temor fosse a maior virtude da fé. Confundi obediência com pavor, reverência com insegurança e devoção com permanente expectativa de punição. Demorei a perceber que o amor verdadeiro transforma muito mais profundamente do que qualquer ameaça jamais conseguiria transformar. Em Jesus encontrei o Deus que chama amigos, não escravos aterrorizados, convidando-nos a permanecer para sempre em seu amor. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não governs teus filhos pelo terror da punição. Jesus revelou o Pai, e nele finalmente encontrei O Deus que conquista pelo amor e pela comunhão. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Em teus braços desaparece todo antigo temor. Deus conosco, perfeito em graça, paz e esplendor; Jamais deixarás de ser conosco o infinito Amor.