
(estrofe 1) Contando o cristianismo... é lembrar, quando a boca pregava retidão, mas a vida insistia em desmentir a dureza daquela pregação. (estrofe 2) Do púlpito desciam sentenças, como pedras lançadas ao chão; mas atrás das solenes aparências havia outra prática em contradição. (estrofe 3) Exigiam dos outros pureza, disciplina, renúncia e pudor, enquanto protegiam a riqueza e escondiam seus próprios erros sem temor. (estrofe 4) A máscara pode durar um dia, pode enganar uma multidão; mas a verdade, cedo ou tarde, irradia pelas frestas da contradição. (refrão) Não basta falar de santidade, se a vida contradiz o que ensinou; Jesus procura verdade e humildade, não a máscara que o poder fabricou. (estrofe 5) Quem aponta o cisco no olhar precisa olhar também seu coração; não há justiça em condenar quando se esconde a própria transgressão. (estrofe 6) A veste pode parecer brilhante, o discurso pode soar celestial; mas o caráter, quando vacilante, revela o contraste essencial. (estrofe 7) Não é o aplauso da assembleia que transforma mentira em verdade; a consciência continua sendo a veia por onde corre a autenticidade. (refrão) Não basta falar de santidade, se a vida contradiz o que ensinou; Jesus procura verdade e humildade, não a máscara que o poder fabricou. (estrofe 8) A religião perde sua beleza quando vira palco de ostentação; quando o privilégio se chama pureza, e a crítica se torna perseguição. (estrofe 9) Jesus advertiu contra aparências, contra sepulcros pintados por fora; a fé não vive de aparências, mas da verdade que transforma e vigora. (estrofe 10) Contando o cristianismo... é lembrar que a mensagem precisa ser vivida; quem ensina o amor deve praticar a mesma graça que proclama na vida. (refrão) Não basta falar de santidade, se a vida contradiz o que ensinou; Jesus procura verdade e humildade, não a máscara que o poder fabricou.

