
(estrofe 1) Canta, alma minha, o valor da leve vida, Que não se mede em ouro, nem na corrida. O pouco com Deus é riqueza infinita, E o muito sem amor é dor maldita. (estrofe 2) O campo floresce sem conta bancária, E o lírio se veste sem seda diária. A paz não habita em mansão dourada, Mas no coração que descansa em nada. (estrofe 3) Jesus ensinou, com olhar tão terno, Que o simples possui o Reino Eterno. Quem junta no céu, ajunta esperança, Quem vive em amor, renasce em bonança. (refrão) Não guardes tesouros que o tempo corrói, Nem vivas por coisas que o vento destrói. A alma é o templo do amor divinal, A simplicidade é um bem celestial. (estrofe 4) Provérbios fala: “Melhor pouco com temor, Do que tesouros sem paz e sem amor.” Pois o coração simples entende o sentido, De um Deus presente, no pão repartido. (estrofe 5) Jesus disse: “Ajuntai no alto, não no chão,” Onde o ladrão não rouba o coração. A vida não é o que o cofre contém, Mas o que partilhas e o que fazes bem. (refrão) Não guardes tesouros que o tempo corrói, Nem vivas por coisas que o vento destrói. A alma é o templo do amor divinal, A simplicidade é um bem celestial. (estrofe 6) O rico em vaidade perde-se na estrada, Mas o humilde caminha em paz restaurada. Quem serve e ama, colhe a flor mais pura, E planta no eterno a sua ventura. (estrofe 7) Cantemos a Bíblia com voz serena, Que ensina o valor da vida pequena. Pois o céu não pesa o ouro ou a glória, Mas mede o amor que escreve a história. (refrão) Não guardes tesouros que o tempo corrói, Nem vivas por coisas que o vento destrói. A alma é o templo do amor divinal, A simplicidade é um bem celestial.

