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ESQUECER-SE DE CELEBRAR A VIDA

(estrofe 1) Ser luz do mundo começa no olhar atento, na fresta de sol que acorda o pensamento, quando o dia comum pede um pouco de cor e a alma responde com simples ardor. (estrofe 2) Há pão quente, há riso curto, há café no ar, há mãos que se encontram sem nada cobrar, mas quem corre demais não vê o sinal e chama de rotina o que é essencial. (estrofe 3) Esquecer-se de celebrar apaga o chão, torna cinza a estrada, pesado o coração, a vida vira eco sem melodia quando a alegria simples não tem vigia. (refrão) Acende a luz no agora, sem adiar, celebra o pequeno como quem sabe amar, quem ilumina o pouco descobre a razão de transformar o comum em revelação. (estrofe 4) Ser luz não é holofote nem sermão, é vela firme na escuridão, é rir do tropeço, aprender do tropeçar e brindar o instante antes que ele vá. (estrofe 5) Quando o encanto se perde na pressa cruel, o dia fica raso, o céu perde o véu, celebrar é lembrar, em gesto e voz, que a vida acontece agora, em nós. (refrão) Acende a luz no agora, sem adiar, celebra o pequeno como quem sabe amar, quem ilumina o pouco descobre a razão de transformar o comum em revelação. (estrofe 6) Há beleza no silêncio, no passo gentil, no tempo que cura sem ser febril, quem vê com cuidado, sem distração, faz do cotidiano uma constelação. (estrofe 7) Ser luz do mundo é não deixar morrer o dom de sorrir, agradecer, viver, pois a existência fica clara e gentil quando celebrar vira ato civil. (refrão) Acende a luz no agora, sem adiar, celebra o pequeno como quem sabe amar, quem ilumina o pouco descobre a razão de transformar o comum em revelação.