
(estrofe 1) Contando o cristianismo... é lembrar quando a fé perdeu o tom da mansidão, e passou a julgar e separar quem não cabia na mesma devoção. (estrofe 2) Em nome da única verdade, ergueram fronteiras de exclusão, como se Deus, em sua unidade, falasse apenas uma direção. (estrofe 3) Outras vozes foram silenciadas, outras preces não puderam soar, como notas mal interpretadas num coro que não quis escutar. (estrofe 4) E o templo, que devia acolher, tornou-se guarda de identidade, definindo quem pode pertencer ao círculo da legitimidade. (refrão) Mas o Espírito sopra onde quer, sem selo, fronteira ou cor, e toda alma que nele viver respira liberdade e amor. (estrofe 5) Chamaram erro o que era diferença, e ameaça o que era oração, como se a fé perdesse presença diante de outra expressão. (estrofe 6) Nas ruas, surgiram julgamentos, não pela justiça, mas tradição, e antigos ressentimentos ganharam forma de religião. (estrofe 7) Mas a história também revela vozes que romperam tal prisão, como uma luz que se revela contra a noite da exclusão. (refrão) Mas o Espírito sopra onde quer, sem selo, fronteira ou cor, e toda alma que nele viver respira liberdade e amor. (estrofe 8) Jesus encontrou o estrangeiro, a mulher, o impuro, o excluído, e fez do amor verdadeiro um caminho nunca dividido. (estrofe 9) Sentou-se com quem não era aceito, quebrou regras de separação, mostrando que o humano é direito maior que qualquer tradição. (estrofe 10) Se a fé quiser ser testemunho do Reino que veio anunciar, que abandone qualquer desdenho e aprenda a incluir, não excluir. (refrão) Mas o Espírito sopra onde quer, sem selo, fronteira ou cor, e toda alma que nele viver respira liberdade e amor.

