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A DESTRUIÇÃO DE MAQUEDA

V6-MINI

(estrofe 1) Depois dos cinco reis, Maqueda aparece, Mais uma cidade diante de Israel; A marcha conquistadora novamente acontece, E a espada prossegue cumprindo seu papel. (estrofe 2) Josué chega à cidade com seus guerreiros, E a antiga narrativa registra a tomada; Os vencedores avançam como conquistadores, Enquanto outra população é derrotada. (estrofe 3) O episódio se encaixa em sequência conhecida: Uma cidade cai, outra ocupa seu lugar; E a conquista vai sendo apresentada como vida Que Deus teria decidido entregar e ordenar. (estrofe 4) Não parece mais um episódio isolado, Mas parte de um projeto narrativo maior; Cada território conquistado e subjugado Reforça a ideia de Israel guiado pelo Senhor. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE MAQUEDA, Mostra a conquista narrada como ação do Senhor; Mas o Deus de Jesus não precisa de uma cidade vencida Para provar ao mundo a grandeza do seu amor. (estrofe 5) A repetição cria força na interpretação: Se muitas vitórias chegam em sucessão, O povo pode enxergar nessa acumulação A assinatura de Deus sobre cada expedição. (estrofe 6) Assim nasce uma maneira de ler a história: “Se vencemos, foi Deus quem nos conduziu”; A conquista recebe uma moldura de glória, E o vencedor conclui que o céu o aprovou. (estrofe 7) Mas vitória não é certificado celestial, Nem todo triunfo revela a voz do Criador; Um povo pode vencer por causa histórica e militar Sem que a derrota alheia seja vontade do Senhor. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE MAQUEDA, Não precisa ser chamada de mandamento do Criador; A conquista pode pertencer à história registrada, Enquanto sua atribuição a Deus pode ser um acréscimo humano posterior. (estrofe 8) Jesus não amplia seu Reino tomando território, Nem transforma fronteiras em sinais da salvação; Seu caminho não depende de mapa ou domínio, Mas de corações alcançados pela compaixão. (estrofe 9) Ele atravessa aldeias sem anexar suas terras, Encontra pessoas sem exigir submissão; Não constrói sua missão conquistando fronteiras, Mas servindo quem encontra pelo caminho. (estrofe 10) Por isso, ao ler Maqueda, posso compreender A memória de um povo buscando se estabelecer; Mas, olhando para Cristo, também posso perceber Que a conquista narrada não precisa definir Deus em meu viver. (ponte) Quanto falhei ao somar conquistas e concluir que era Deus, Como se a repetição tornasse divina toda ocupação; Confundi o avanço de Israel com a assinatura dos céus, E fiz da expansão humana uma ordem de Deus sem contestação. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE MAQUEDA, É parte da narrativa de uma antiga conquista e seu fervor; Mas atribuir sua destruição diretamente a Deus É uma interpretação que entra em conflito com o Deus de amor. (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus eterno de amor, Nele encontro o Pai sem precisar de conquista; Jamais seria diferente conosco, Senhor, Pois seu Reino não avança pela espada ou pela conquista.