
(estrofe 1) Cantando a Bíblia entendo a trilha que ilumina, O verbo que insiste em ser justiça, paz e chão, Mas muitos, pela força, torcem a rota divina, Escrevem sombra na palavra que nasceu pra ser conexão. (estrofe 2) Entre pergaminhos velhos e histórias recontadas, Há mãos que moldam Deus conforme o próprio querer, Mas o Cristo vivo rompe grades e estradas, Pois só nele a Escritura aprende o que deve ser. (estrofe 3) “Não acrescentes, nem tires”, diz o mandamento antigo, Pois no amor se prova o que é luz e o que é prisão, E quando o texto vira arma contra o irmão ferido, A Bíblia chora no Evangelho que sofre distorção. (refrão) A Palavra não se curva à ambição humana, Só floresce onde a vida encontra compaixão, Se não pulsa como Cristo, é voz que se engana, É eco de homens, não sopro da Revelação. (estrofe 4) Em cada verso sagrado que o tempo preservou, Há sementes de verdade e cascas que o povo criou, Jesus é o crivo santo que nenhum engano enganou, E a fé só permanece onde a graça libertou. (estrofe 5) O Apocalipse alerta: não distorçam o que é vivo, Pois a palavra adulterada mata mais que a espada, E quem fere a justiça, rasga o texto mais sagrado, Transforma a fé em peso, e o templo em barricada. (refrão) A Palavra não se curva à ambição humana, Só floresce onde a vida encontra compaixão, Se não pulsa como Cristo, é voz que se engana, É eco de homens, não sopro da Revelação. (estrofe 6) Caminho entre montanhas de doutrinas e tradições, Vendo séculos de usos que nada têm do Redentor, Mas basta olhar Jesus — suas escolhas, decisões — Para separar o trigo vivo do pó sem calor. (estrofe 7) Assim cantamos a Bíblia, sem medo do que é puro, Pois o amor é o filtro eterno onde Deus se faz ouvir, E quem tenta manipulá-la constrói mentira no escuro, Mas a luz do Cristo vivo volta tudo a corrigir. (refrão) A Palavra não se curva à ambição humana, Só floresce onde a vida encontra compaixão, Se não pulsa como Cristo, é voz que se engana, É eco de homens, não sopro da Revelação.

