
(estrofe) Meu sonho sou eu, acordando ao clarão, vendo no mundo divina canção; cada manhã me revela, em silêncio, que a vida é milagre em suave começo. (estrofe) Respiro o instante como quem descobre um tesouro escondido no gesto mais pobre; pois cada segundo que a vida me traz é semente serena de graça e de paz. (estrofe) O sol que desponta por trás da cidade recorda à minha alma profunda verdade: existir já é bênção maior que o ter, é dom silencioso de apenas viver. (estrofe) Assim compreendo, na calma do dia, que a vida floresce na alma que cria um olhar agradecido diante do chão onde brota o mistério da criação. (refrão) Meu sonho sou eu vivendo em gratidão, vendo na vida um sagrado clarão; se cada existência é dom recebido, agradecer torna o viver mais sentido. (estrofe) As árvores falam na dança do vento, ensinam silêncio, ternura e contento; elas não pedem mais céu nem mais chão, apenas florescem em gratidão. (estrofe) O rio que corre sem nunca cessar parece cantar ao caminho e ao mar: “quem sabe agradecer o que recebeu descobre no tempo o melhor que nasceu”. (estrofe) Também quero assim caminhar pela vida, com alma desperta e esperança florida; pois quem reconhece o dom da manhã transforma o viver em canto de fã. (refrão) Meu sonho sou eu vivendo em gratidão, vendo na vida um sagrado clarão; se cada existência é dom recebido, agradecer torna o viver mais sentido. (estrofe) Não busco riquezas além da verdade de estar respirando nesta realidade; pois cada encontro, por simples que seja, é chama divina que o tempo deseja. (estrofe) Assim sigo leve, sem medo ou rancor, agradecendo o mistério do amor; e a vida responde com doce lição: quem vive grato encontra direção. (ponte) Ah, quantas vezes escondi minha alegria, como se o riso fosse fantasia; e neguei meu canto por medo talvez de ser para o mundo aquilo que Deus fez. (refrão) Meu sonho sou eu vivendo em gratidão, vendo na vida um sagrado clarão; se cada existência é dom recebido, agradecer torna o viver mais sentido.

