(estrofe 1) Quando a tarde recolhe seu manto dourado, E o silêncio abraça a imensa amplidão, Surge o céu com seu brilho bordado, Acendendo mistérios na escuridão. (estrofe 2) Mil pontos de luz repousam distantes, Como sementes lançadas no além, Guardando segredos de tempos constantes, Que o olhar humano não alcança bem. (estrofe 3) A lua caminha em serena grandeza, Enquanto os astros parecem cantar, E a noite derrama tamanha beleza Que até os pensamentos aprendem a calar. (estrofe 4) Não há ruído em sua imensidão, Somente o encanto do vasto universo, Que fala baixinho ao coração Em silencioso e profundo verso. (refrão) Ó noite estrelada de brilho sem fim, Que envolves a terra em calma e clarão, Ensina que os mistérios moram assim: Na paz silenciosa da contemplação. (estrofe 5) O velho riacho acompanha a paisagem, Refletindo estrelas em seu cristal, Como espelhos bordando a viagem De um céu transformado em jardim celestial. (estrofe 6) As árvores dormem em doce repouso, Enquanto a brisa passeia devagar, E o universo inteiro, sereno e formoso, Parece em silêncio querer conversar. (estrofe 7) Quantos viajantes olharam os céus, Buscando respostas para prosseguir, E encontraram nos astros véus Que convidam a alma a refletir. (refrão) Ó noite estrelada de brilho sem fim, Que envolves a terra em calma e clarão, Ensina que os mistérios moram assim: Na paz silenciosa da contemplação. (estrofe 8) Nem toda resposta se mostra depressa, Nem todo segredo precisa falar, Pois a sabedoria às vezes começa Quando aprendemos apenas a admirar. (estrofe 9) As constelações desenham memórias, Que povos antigos aprenderam a ler, Transformando os céus em antigas histórias Que ajudam os sonhos humanos a crescer. (estrofe 10) E ao fim da vigília sob o infinito, Levei na alma uma doce canção: Quem contempla o eterno e o desconhecido Descobre mais luz no próprio coração. (refrão) Ó noite estrelada de brilho sem fim, Que envolves a terra em calma e clarão, Ensina que os mistérios moram assim: Na paz silenciosa da contemplação.