
(estrofe 1) Na figueira desperta a promessa do fruto, cada broto anuncia um tempo de sabor; o amor, quando cresce, abandona o diminuto, e transforma o desejo em presença e calor. (estrofe 2) Não basta a semente escondida na terra, é preciso cuidado, paciência e atenção; o afeto cultivado nenhuma estação encerra, pois cria raízes profundas no coração. (estrofe 3) Cada fruto recorda que existe um processo, um lento amadurecer que ninguém pode apressar; o amor verdadeiro encontra seu progresso quando aprende, dia a dia, a cuidar. (estrofe 4) Os figos verdes anunciam fartura, são sinais de que a espera começa a ceder; assim também o amor, com ternura, vai mostrando o que nasceu para crescer. (refrão) Amadurece, amor, no calor da estação, torna doce aquilo que o tempo plantou; quando o carinho alcança o coração, o fruto revela o que a semente sonhou. (estrofe 5) Há sentimentos que pedem seu tempo, como fruto que aguarda o momento ideal; forçar sua colheita destrói o encantamento, mas esperar com cuidado preserva o essencial. (estrofe 6) O amor que amadurece não perde a surpresa, apenas aprende a entregar-se melhor; cada gesto acrescenta uma nova beleza, como o fruto que ganha perfume e sabor. (estrofe 7) Na árvore vejo a lição da existência: ninguém floresce inteiro de um só amanhecer; é preciso regar com presença e paciência aquilo que desejamos ver florescer. (refrão) Amadurece, amor, no calor da estação, torna doce aquilo que o tempo plantou; quando o carinho alcança o coração, o fruto revela o que a semente sonhou. (estrofe 8) Se ontem havia apenas pequenos sinais, hoje há promessa de fruto no galho; os sentimentos, antes frágeis e iniciais, ganham consistência quando vencem o atalho. (estrofe 9) Quero amar sem colher antes da hora, sem transformar desejo em ansiedade; pois o que amadurece, quando chega, traz consigo mais sabor e verdade. (estrofe 10) E quando o fruto estiver pronto no ramo, celebraremos o tempo que soube esperar; porque viver apaixonado é dizer “eu te amo” e ter maturidade para também cultivar. (refrão) Amadurece, amor, no calor da estação, torna doce aquilo que o tempo plantou; quando o carinho alcança o coração, o fruto revela o que a semente sonhou.

