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APOIO A POLÍTICAS ANTI-OBRIGATÓRIAS DE BEM-ESTAR

(ESTROFE 1) Contando o Cristianismo nas ruas da cidade, Ouço sermões falando duro sobre merecer, Chamam de virtude negar solidariedade, Como se a fome fosse falha de caráter e não de viver. (ESTROFE 2) Em nome da ordem, da moral e da contenção, Cortam o pão dizendo ensinar responsabilidade, Mas esquecem que a fé nasce da compaixão, E não da planilha fria da desigualdade. (ESTROFE 3) Jesus falava de cuidado, mesa e partilha, De vestir o nu, sustentar quem caiu, Mas discursos trocaram o colo pela cartilha, E chamaram de disciplina o que o amor nunca pediu. (REFRÃO) NÃO É EVANGELHO NEGAR O CUIDADO, NEM CHAMAR DUREZA DE SALVAÇÃO, ONDE FALTA AMOR, SOBRA PECADO, E DEUS NÃO ASSINA A EXCLUSÃO. (ESTROFE 4) Políticas frias ganharam bênção no altar, Com versículos usados como selo oficial, Transformaram o Estado em juiz a punir, não amparar, E a fé em discurso moralista e desigual. (ESTROFE 5) Dizer “cada um por si” soa prático e forte, Mas mata devagar quem já nasceu cansado, Cristianismo sem cuidado escolhe a própria sorte, E chama de mérito o privilégio herdado. (REFRÃO) NÃO É EVANGELHO NEGAR O CUIDADO, NEM CHAMAR DUREZA DE SALVAÇÃO, ONDE FALTA AMOR, SOBRA PECADO, E DEUS NÃO ASSINA A EXCLUSÃO. (ESTROFE 6) A fé que se alia à economia sem rosto Esquece que gente não é número nem gasto, O Reino não cresce com orçamento imposto, Mas com justiça viva no chão mais vasto. (ESTROFE 7) Contando o Cristianismo, reaprendo a essência: Amar é proteger, não vigiar ou punir, Onde o cuidado vira política de resistência, O nome de Deus volta a fazer sentido existir. (REFRÃO) NÃO É EVANGELHO NEGAR O CUIDADO, NEM CHAMAR DUREZA DE SALVAÇÃO, ONDE FALTA AMOR, SOBRA PECADO, E DEUS NÃO ASSINA A EXCLUSÃO.