
(estrofe 1) Sendo luz no segundo que passa O tempo pede presença e chão Quem vive adiando a própria graça Apaga instantes da estação (estrofe 2) Relógios não guardam afetos Só contam o que não voltou Os silêncios cheios de “depois” Custam mais do que o que passou (estrofe 3) Há encontros que pedem agora Palavras que não sabem esperar Quem deixa a vida pra outra hora Perde a chance de iluminar (refrão) O tempo não pede licença Nem ensaia devolução Ser luz é viver a presença Antes que vire lamentação (estrofe 4) Sendo luz no gesto imediato No abraço dado sem cálculo O minuto tratado como barato Vira peso no espetáculo (estrofe 5) Promessas feitas ao vento Não sustentam o coração O valor real do momento Só existe na ação (refrão) O tempo não pede licença Nem ensaia devolução Ser luz é viver a presença Antes que vire lamentação (estrofe 6) O arrependimento chega tarde Quando a porta já se fechou O que era simples, hoje arde Porque não se valorizou (estrofe 7) Sendo luz enquanto é dia Sem poupar o que deve brilhar Cada instante é teologia Que ensina a amar sem adiar (refrão) O tempo não pede licença Nem ensaia devolução Ser luz é viver a presença Antes que vire lamentação

