
(Estrofe) Cercaram-Te em ouro e madeira Como se o infinito coubesse ali Fixaram Teu passo na esteira De um Deus que só vinha se o rito seguir (Estrofe) A arca virou endereço exclusivo O sagrado, um ponto no chão Como se o Amor, tão expansivo, Precisasse de localização (Estrofe) Ergueram tendas para Te guardar Com véus, medidas e temor Como se fosse possível trancar A fonte viva do Amor (Refrão) Mas Jesus revela o Deus presente Que não mora em caixa ou altar Ele habita o corpo da gente E faz do humano o Seu lugar (Estrofe) O objeto virou garantia De que Deus não fugiria de nós Mas o medo da ausência criava a mania De prender o céu em nós (Estrofe) Entre varas, querubins e tampas Confundimos sinal com essência O símbolo ganhou mais rampas Que a própria consciência (Estrofe) Veio o Filho sem templo portátil Sem arca, sem culto central Fez do abraço Seu santo e vital E do pobre, Seu altar real (Refrão) Mas Jesus revela o Deus presente Que não mora em caixa ou altar Ele habita o corpo da gente E faz do humano o Seu lugar (Estrofe) Quando tocou leprosos e feridos O sagrado mudou de endereço Deu morada aos esquecidos E chamou carne de começo (Estrofe) Se Deus habita em gente viva Não há fronteira ou exclusão A presença já não é cativa De objeto, rito ou nação (Ponte) Falhei ao defender um Deus imóvel Preso em madeira e metal Acreditei num sagrado controlável Num céu pequeno e local Troquei a vida pulsante do Espírito Por segurança simbólica e fria Hoje confesso: fui eu quem limitei o Infinito Ao reduzir Deus àquilo que se via (Refrão) Mas Jesus revela o Deus presente Que não mora em caixa ou altar Ele habita o corpo da gente E faz do humano o Seu lugar (Refrão Final) Agora descanso no Deus encarnado Que fez da vida Sua habitação Em Jesus, o Amor foi derramado Sem paredes, sem separação Jamais, por motivo algum, seria diferente Deus escolheu conosco morar Não em objetos, mas em gente Amor vivo a nos habitar

